Governo Trump revoga limites impostos por Biden para exploração de petróleo no Alasca
Reserva é uma das últimas áreas selvagens intocadas no Alasca, abrigando caribus, ursos polares e milhares de aves migratórias
Camila Stucaluc
14/11/2025, 07:53 • Atualizado em 14/11/2025, 07:53
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House
O governo dos Estados Unidos decidiu reverter os limites da exploração de petróleo e gás no norte do Alasca, impostos na administração Biden. O anúncio foi feito na quinta-feira (13) pelo secretário do Interior, Doug Burgum.
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"Ao rescindir a regra de 2024, estamos seguindo a orientação definida pelo presidente Trump para liberar o potencial energético do Alasca, criar empregos e fortalecer a segurança energética americana. Essa ação restaura o gerenciamento de bom senso e garante benefícios de desenvolvimento responsável tanto para o Alasca quanto para a nação”, disse.
Apesar de ser chamada de “Reserva Nacional de Petróleo”, a região é uma das últimas áreas selvagens intocadas no Alasca, abrigando caribus, ursos polares e milhares de aves migratórias, por exemplo. Atendendo a pedidos de preservação, o ex-presidente Joe Biden proibiu a perfuração para a exploração de petróleo e gás em 4 milhões de hectares.
A reversão da medida faz a reserva retomar aos regulamentos originalmente estabelecidos em 1977. Embora não elimine totalmente as proteções para certas áreas, a ação torna significativamente mais fácil permitir a perfuração e a mineração na região.
Segundo Burgum, a decisão atendeu às solicitações de moradores do Alasca, incluindo comunidades do distrito de North Slope — onde a exploração será autorizada. O grupo Voice of the Arctic Inupiat (Voz dos Inupiat do Ártico), por exemplo, disse apoiar a medida, alegando que a infraestrutura de perfuração contribui significativamente para as receitas fiscais da região e apoia serviços como saúde e educação.
Por outro lado, grupos ambientalistas, que devem contestar as mudanças no tribunal, alegaram que a decisão pode provocar danos irreversíveis a terras e à vida selvagem.
“Tentando cumprir suas promessas de sacrificar as vastas paisagens insubstituíveis do Alasca para perfuração, mineração e extração de madeira, o governo Trump decidiu priorizar os desejos da indústria de combustíveis fósseis. Esses empreendimentos arriscados colocam em risco ecossistemas frágeis e aceleram a crise climática. O Ártico deve ser protegido, não perfurado para petróleo e gás”, disse o grupo Earthjustice.
Esse é mais um dos esforços do governo de Donald Trump para expandir a exploração de petróleo e gás nos Estados Unidos, visando aumentar a produção doméstica de energia e, consequentemente, reforçar a independência energética. O grande alvo é o Alasca, rico em recursos. Em outubro, o governo revogou uma série de políticas restritivas no estado, inclusive em áreas de reserva, e retomou concessões.
Crise climática
A medida foi anunciada em meio à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), no Pará, onde centenas de autoridades internacionais discutem medidas para conter a crise climática. Apesar de contar com personalidades norte-americanas, essa foi a primeira vez na história que os Estados Unidos não enviaram uma delegação oficial ao evento.
Entre as pautas em debate, destaca-se à aceleração da transição energética, que vem sendo prometida pelos países. O termo se refere à mudança gradual do sistema energético de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, por fontes limpas e renováveis, como energia solar, eólica e hidrelétrica. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que aceleram o aquecimento da Terra.
Governo Trump revoga limites impostos por Biden para exploração de petróleo no AlascaReserva é uma das últimas áreas selvagens intocadas no Alasca, abrigando caribus, ursos polares e milhares de aves migratóriasMundo2025-11-14T07:53:00.000ZO governo dos Estados Unidos decidiu reverter os limites da exploração de petróleo e gás no norte do Alasca, impostos na administração Biden. O anúncio foi feito na quinta-feira (13) pelo secretário do Interior, Doug Burgum. "Ao rescindir a regra de 2024, estamos seguindo a orientação definida pelo presidente Trump para liberar o potencial energético do Alasca, criar empregos e fortalecer a segurança energética americana. Essa ação restaura o gerenciamento de bom senso e garante benefícios de desenvolvimento responsável tanto para o Alasca quanto para a nação”, disse. Apesar de ser chamada de “Reserva Nacional de Petróleo”, a região é uma das últimas áreas selvagens intocadas no Alasca, abrigando caribus, ursos polares e milhares de aves migratórias, por exemplo. Atendendo a pedidos de preservação, o ex-presidente Joe Biden proibiu a perfuração para a exploração de petróleo e gás em 4 milhões de hectares. A reversão da medida faz a reserva retomar aos regulamentos originalmente estabelecidos em 1977. Embora não elimine totalmente as proteções para certas áreas, a ação torna significativamente mais fácil permitir a perfuração e a mineração na região. Segundo Burgum, a decisão atendeu às solicitações de moradores do Alasca, incluindo comunidades do distrito de North Slope — onde a exploração será autorizada. O grupo Voice of the Arctic Inupiat (Voz dos Inupiat do Ártico), por exemplo, disse apoiar a medida, alegando que a infraestrutura de perfuração contribui significativamente para as receitas fiscais da região e apoia serviços como saúde e educação. Por outro lado, grupos ambientalistas, que devem contestar as mudanças no tribunal, alegaram que a decisão pode provocar danos irreversíveis a terras e à vida selvagem. “Tentando cumprir suas promessas de sacrificar as vastas paisagens insubstituíveis do Alasca para perfuração, mineração e extração de madeira, o governo Trump decidiu priorizar os desejos da indústria de combustíveis fósseis. Esses empreendimentos arriscados colocam em risco ecossistemas frágeis e aceleram a crise climática. O Ártico deve ser protegido, não perfurado para petróleo e gás”, disse o grupo Earthjustice. Esse é mais um dos esforços do governo de Donald Trump para nos Estados Unidos, visando aumentar a produção doméstica de energia e, consequentemente, reforçar a independência energética. O grande alvo é o Alasca, rico em recursos. Em outubro, o governo revogou uma série de políticas restritivas no estado, inclusive em áreas de reserva, e retomou concessões. Crise climática A medida foi anunciada em meio à (COP30), no Pará, onde centenas de autoridades internacionais discutem medidas para conter a crise climática. Apesar de contar com personalidades norte-americanas, essa foi a primeira vez na história que os Estados Unidos não enviaram uma delegação oficial ao evento. Entre as pautas em debate, destaca-se à aceleração da transição energética, que vem sendo prometida pelos países. O termo se refere à mudança gradual do sistema energético de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, por fontes limpas e renováveis, como energia solar, eólica e hidrelétrica. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que aceleram o aquecimento da Terra.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/governo-trump-revoga-limites-impostos-por-biden-para-exploracao-de-petroleo-no-alasca
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