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General dado como morto em ataque israelense aparece vivo em celebração no Irã

Essa não é a primeira vez que a morte de Esmail Qaani, comandante da Força Quds, é falsamente relatada

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Emanuelle Menezes
25/06/2025, 13:14 • Atualizado em 25/06/2025, 13:14
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General Esmail Qaani, de boina e camisa preta, em meio a celebrações em Teerã | Reprodução/Redes sociais

General Esmail Qaani, de boina e camisa preta, em meio a celebrações em Teerã | Reprodução/Redes sociais

O general Esmail Qaani, comandante da Força Quds – um dos principais braços da Guarda Revolucionária do Irã – foi filmado em meio a celebrações do fim da guerra, nas ruas de Teerã, nesta terça-feira (24), após ser dado como morto nos primeiros bombardeios israelenses ao país, ocorridos há duas semanas.

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A aparição do general ocorreu depois de pelo menos 12 dias de desaparecimento. De boina preta, ele foi visto conversando com populares, que agitavam bandeiras na Praça da Revolução, na capital do Irã. Os iranianos celebravam o fim da guerra contra Israel e o que chamaram de "vitória sobre os sionistas". O vídeo é do jornal local Tehran Times.

A morte de Qaani, de 67 anos, havia sido divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times, que afirmou que o chefe da Força Quds estava entre os líderes militares iranianos alvos de ataques de Israel. As Forças de Defesa israelenses não confirmaram a informação.

Entre as mortes confirmadas de chefes militares do Irã estão as de Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária; Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior de Guerra; Benham Shariyari, comandante da Unidade de Transferência de Armas da Força Quds; e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Quem é Esmail Qaani

Esmail Qaani, comandante da Força Quds | Divulgação/Office of the Iranian Supreme Leader
Esmail Qaani, comandante da Força Quds | Divulgação/Office of the Iranian Supreme Leader

Esmail Qaani foi nomeado chefe da Força Quds – responsável por coordenar junto com grupos paramilitares aliados no Oriente Médio as ações da Guarda Revolucionária – após a morte do general Qassem Soleimani, em um ataque de drones realizado pelos Estados Unidos em Bagdá, em janeiro de 2020.

Não é a primeira vez que a morte do general é falsamente relatada. Em outubro do ano passado, surgiram rumores de que ele teria sido morto em um ataque israelense no Líbano que vitimou Hashem Safieddine, apontado como sucessor de Hassan Nasrallah no comando do Hezbollah. Qaani estava em Beirute para o velório de Nasrallah, que também morreu em um bombardeio israelense.

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