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Suspeito de ataque em Washington é afegão e colaborou com o Exército dos EUA

Rahmanullah Lakanwal foi reassentado nos EUA após ajudar forças americanas na guerra do Afeganistão; guardas feridos em ataque seguem em estado crítico

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Reuters
27/11/2025, 12:26 • Atualizado em 27/11/2025, 20:04
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Membros da Guarda Nacional dos EUA em local de ataque em Washington | 26/11/2025/Reuters/Nathan Howard

Membros da Guarda Nacional dos EUA em local de ataque em Washington | 26/11/2025/Reuters/Nathan Howard

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) identificou o homem suspeito de abrir fogo contra dois soldados da Guarda Nacional a poucos quarteirões da Casa Branca, na noite desta quarta-feira (27). O suspeito foi ferido durante troca de tiros com agentes e preso em seguida. Segundo o DHS, trata-se de Rahmanullah Lakanwal, cidadão afegão que auxiliou o governo americano durante a guerra no Afeganistão.

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Após o ataque, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA informou ter suspendido, por tempo indeterminado, o processamento de todas as solicitações de imigração relacionadas a cidadãos afegãos, enquanto são reavaliados os protocolos de segurança e verificação.

De acordo com o DHS, Lakanwal entrou no país em 2021 por meio da Operação Boas-vindas aos Aliados, programa criado na gestão Biden para reassentar afegãos que colaboraram com as forças americanas e que temiam represálias do Talibã após a retirada militar dos EUA.

O presidente Donald Trump, que estava em seu resort na Flórida no momento do ataque, divulgou uma declaração em vídeo pré-gravada classificando o episódio como “um ato de maldade, ódio e terror”. Ele afirmou que seu governo irá reexaminar todos os afegãos que ingressaram nos Estados Unidos durante o governo Joe Biden.

Os dois soldados atingidos integravam uma missão militarizada de segurança determinada por Trump meses atrás, medida que chegou a ser contestada judicialmente por autoridades do Distrito de Columbia. Ambos foram internados em estado crítico.

Em entrevista à NBC News, um parente de Lakanwal afirmou que ele serviu por cerca de 10 anos no Exército afegão ao lado das Forças Especiais dos EUA, tendo permanecido baseado em Kandahar durante parte desse período.

O DHS não divulgou outros detalhes do histórico migratório do suspeito. No entanto, uma autoridade do governo Trump, sob anonimato, informou que Lakanwal solicitou asilo em dezembro de 4 e teve o pedido aprovado em 23 de abril deste ano, três meses após a posse de Trump. O homem, de 29 anos, morava no estado de Washington e não possuía histórico criminal conhecido.

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