Política

Derrite confirma pré-candidatura ao Senado por SP e diz que direita buscará eleger duas vagas em 2026

Ex-secretário de Segurança afirma ter aval de Bolsonaro; ao SBT News ele defendeu texto do PL antifacção aprovado com “99%” da versão da Câmara

O deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), confirmou nesta quarta-feira (25), em entrevista ao SBT News, sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Ele já era apontado como possível candidato desde que deixou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em dezembro.

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Derrite afirmou que recebeu com “felicidade” o reconhecimento nas pesquisas de intenção de voto.

“Fiquei feliz com o reconhecimento da população paulista. Nas últimas pesquisas, apareci com 30% das intenções de voto, mesmo com seis candidatos da direita disputando espaço e dois da esquerda. Houve um alinhamento natural a partir disso”, declarou.

Segundo o deputado, a definição de seu nome foi construída com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Tarcísio.

“O senador Flávio anunciou publicamente que meu nome é dado como certo como pré-candidato ao Senado. Há uma disputa pela segunda vaga, com bons nomes”, afirmou.

Derrite disse que o grupo pretende formar uma chapa competitiva para tentar eleger dois senadores alinhados à direita em São Paulo.

Visita à Bolsonaro

O deputado também detalhou a visita ao ex-presidente no Complexo Penitenciário da Papuda e classificou a conversa como “natural”.

“As pesquisas mostram que, dentro do campo da direita, meu nome aparece à frente. Acho que é preciso pragmatismo, não emoção”, disse.

Derrite também afirmou ainda que colocou seu nome à disposição do grupo político. “Deixei claro ao presidente Bolsonaro que minha principal missão é ajudar a eleger nosso candidato à Presidência da República. Se houver outra missão dentro desse contexto, estou à disposição.”

PL antifacção

Derrite também comentou a aprovação do projeto conhecido como PL antifacção na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a base governista manteve como referência o texto aprovado anteriormente pela Casa, que teve mais de 300 votos favoráveis “O texto muda muito pouco do que saiu da Câmara. É um texto duro, com penas que podem chegar a 65 anos de prisão”, afirmou.

A proposta contou com interlocução do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que sugeriu ajustes de redação para evitar interpretações amplas que pudessem atingir pessoas coagidas por organizações criminosas.

Derrite ironizou críticas do governo à proposta:

“Tem um ditado em Sorocaba: todo mundo quer ser pai quando o filho é bonito. Quando perceberam a popularidade da pauta de endurecimento de penas, quiseram dizer que o texto foi corrigido pelo governo. Mas 99% do texto é o que saiu da Câmara. Faz parte da política, são narrativas que não se sustentam.”

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