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Ex-presidente da Coreia do Sul volta a ser preso em investigação sobre lei marcial

Yoon Suk Yeol é acusado de insurreição e pode ser condenado à morte em futuro julgamento

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Camila Stucaluc
10/07/2025, 07:42 • Atualizado em 10/07/2025, 07:42
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Ex-presidente sul-corenao, Yoon Suk Yeol | Divulgação

Ex-presidente sul-corenao, Yoon Suk Yeol | Divulgação

O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi preso, nesta quinta-feira (10), em decorrência do inquérito que o investiga pela tentativa de imposição da lei marcial no país. O político havia deixado o presídio no início de março, após ser autorizado a responder o processo judicial em liberdade.

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A ordem de prisão foi determinada pelo Tribunal Distrital Central de Seul. Segundo a Corte, foram apresentadas preocupações de que Yoon pudesse destruir evidências, o que prejudicaria as investigações.

Yoon foi afastado das atividades presidenciais em dezembro de 2024, quando sofreu impeachment por decretar a lei marcial. Na época, ele justificou a medida como uma resposta necessária ao bloqueio do orçamento no Parlamento dominado pela oposição e para proteger o país das "forças comunistas norte-coreanas".

O decreto, que substituiria a legislação padrão por leis militares e acarretaria a restrição de direitos civis, durou poucas horas, sendo revogado após forte oposição parlamentar. Posteriormente, Yoon foi cassado pelo Tribunal Constitucional sob acusação de insurreição. Ele foi indiciado formalmente no início de 2025 e, agora, espera por julgamento. Se condenado, pode ser sentenciado à prisão perpétua ou à morte.

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