Política

Vieira nega bases chinesas no Brasil e diz que relatório dos EUA é “impreciso e inconsistente”

Chanceler afirma na Câmara que não há estrutura nem operação chinesa no país e classifica suspeitas como “desinformação baseada em suspeitas infundadas”

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou nesta quarta-feira (18) a existência de bases chinesas no Brasil e classificou como impreciso o relatório do Congresso dos Estados Unidos que levantou suspeitas sobre instalações espaciais no país.

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A negativa foi dada em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, realizada após convocação aprovada a partir de requerimentos dos deputados Rodrigo Valadares (União-SE), Gustavo Gayer (PL-GO) e Helio Lopes (PL-RJ).

Segundo o chanceler, o documento que motivou a convocação se baseia em informações distorcidas e não corresponde à realidade. “Referências que são imprecisas e inconsistentes. Parece-me importante deixar isto claro desde já para que a discussão se mantenha no campo da realidade e não da especulação”, afirmou no início da explicação.

Vieira disse que o Brasil atua dentro das normas internacionais para uso pacífico do espaço e mantém cooperação com dezenas de países, incluindo Estados Unidos e China. Nesse contexto, rejeitou a interpretação de que projetos espaciais no país tenham finalidade militar.

O ministro foi categórico ao tratar da chamada “Estação Terrestre Tucano”, citada no relatório norte-americano. “A estação Tucano não existe, não há uma construção, não há um soldado, não há uma estrutura, não há operação”, declarou.

De acordo com ele, o que há é apenas um projeto de empresa privada brasileira que ainda não saiu do papel. Vieira afirmou que nenhum dos empreendimentos mencionados foi implementado e que não há qualquer parceria militar com a China.

“Por resumo, não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que constitua as relações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes”, declarou.

Segundo documento dos EUA, a estrutura estaria localizada na Bahia e seria operada pela empresa brasileira Ayla Space, em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Oficialmente, a estação teria como finalidade a análise de dados de satélites.

O chanceler também criticou o que chamou de tentativa de politização do tema e afirmou que as conclusões do relatório refletem uma visão externa sobre a região. Segundo ele, as alegações “não passam de desinformação baseada em suspeitas infundadas” .

Além das supostas bases, Vieira respondeu a questionamentos sobre cooperação científica com a China, incluindo projetos de radioastronomia na Paraíba. Ele afirmou que se tratam de iniciativas multinacionais, com participação de instituições brasileiras e estrangeiras, sem qualquer aplicação militar.

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