China amplia presença e lidera mercado de carros importados no Brasil
País asiático já responde por 60% dos veículos importados e acelera exportações

Flavia Travassos
A China já é responsável por seis em cada dez carros importados no Brasil. O avanço ocorre em meio à corrida das montadoras para antecipar vendas antes do aumento do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos, previsto para julho.
Dados da alfândega chinesa mostram que, apenas entre janeiro e março de 2026, foram exportados mais de US$ 2,16 bilhões em veículos para o mercado brasileiro — quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025.
No ano passado, veículos elétricos e híbridos representaram 11% das vendas no Brasil. Para este ano, a expectativa é que o número ultrapasse os 20%.
Esse tipo de carro combina motores elétricos e a combustão, o que tem atraído consumidores em busca de economia de combustível e tecnologia.
Crescimento no Brasil
Para o especialista em tecnologias veiculares Murilo Briganti, o conflito no Oriente Médio foi um dos fatores que influenciaram o movimento.
À medida que Estados Unidos e Europa fecharam as portas por questões geopolíticas e tarifárias, o Brasil, que é o sexto maior mercado do mundo, passou a atrair as montadoras chinesas.
Apesar da alta demanda, ainda há obstáculos. Um dos principais é a falta de infraestrutura para recarga de veículos elétricos no país.
Mesmo assim, a tendência é de crescimento contínuo. A maior oferta e a concorrência entre montadoras devem ampliar o acesso dos brasileiros a modelos mais modernos.
“O brasileiro está acompanhando tudo o que está acontecendo lá fora, então quer ter a vanguarda da tecnologia para si. À medida que há uma competição muito grande, há também uma oferta muito boa”, destaca Murilo.









