"Estamos preparados", diz Irã sobre guerra econômica dos EUA
Ministro da Economia afirmou que medida já era esperada e que país tem um plano de dois anos para gerenciar cenário
Camila Stucaluc
Ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh | Wikimedia Commons
O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, disse que está “totalmente preparado” para a guerra econômica dos Estados Unidos, anunciada pelo governo de Donald Trump na segunda-feira (24). O ministro reconheceu problemas como inflação, pressão cambial e escassez, mas disse que o país não ficará apenas na defensiva.
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"O governo está e estava pronto e tem um plano de dois anos para gerenciar esses eventos", disse Ali Madanizadeh à TV estatal. "Também temos nossas próprias ferramentas e sabemos como jogar esse jogo”, acrescentou, afirmando que grandes nações, como China e Rússia, já rejeitaram a estratégia norte-americana.
A guerra econômica lançada por Washington visa pressionar Teerã a chegar a um novo acordo nuclear (leia mais abaixo). Fazem parte da nova ofensiva sanções contra cerca de 60 pessoas, entidades, pessoas e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo.
Além disso, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ameaçou países que fizerem qualquer transação econômica com o Irã. “O presidente Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã. Se eles não interromperem essas atividades, nós faremos isso de forma unilateral através do Tesouro”, disse.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos contra o país poderão enfrentar "consequências". O mesmo foi dito pelo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, que declarou que o apoio de qualquer país à medida será considerado um “ato de guerra”.
Entenda
Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.
Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.
Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
No começo do ano, os países se reuniram para debater um novo acordo nuclear, em um encontro descrito como "positivo" pelas delegações. Dias depois, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, e autorizou novos bombardeios contra o país, desta vez em parceria com Israel.
Em abril,Estados Unidos, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo. Um memorando de entendimento foi firmado entre os países em junho, ampliando a trégua para 60 dias, visando chegar a um acordo nuclear definitivo para interromper as hostilidades. O prazo, no entanto, terminou na última semana sem uma solução entre os países.
"Estamos preparados", diz Irã sobre guerra econômica dos EUAMinistro da Economia afirmou que medida já era esperada e que país tem um plano de dois anos para gerenciar cenárioMundo2026-08-25T07:40:00.000ZO ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, disse que está “totalmente preparado” para a guerra econômica dos Estados Unidos, . O ministro reconheceu problemas como inflação, pressão cambial e escassez, mas disse que o país não ficará apenas na defensiva. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "O governo está e estava pronto e tem um plano de dois anos para gerenciar esses eventos", disse Ali Madanizadeh à TV estatal. "Também temos nossas próprias ferramentas e sabemos como jogar esse jogo”, acrescentou, afirmando que grandes nações, como China e Rússia, já rejeitaram a estratégia norte-americana. A guerra econômica lançada por Washington visa pressionar Teerã a chegar a um novo acordo nuclear (leia mais abaixo). Fazem parte da nova ofensiva sanções contra cerca de 60 pessoas, entidades, pessoas e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo. Além disso, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ameaçou países que fizerem qualquer transação econômica com o Irã. “O presidente Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã. Se eles não interromperem essas atividades, nós faremos isso de forma unilateral através do Tesouro”, disse. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos contra o país poderão enfrentar "consequências". O mesmo foi dito pelo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, que declarou que o apoio de qualquer país à medida será considerado um “ato de guerra”. Entenda Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções. Tal acordo, no entanto, foi , que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso. Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia. No começo do ano, os países se reuniram para debater um novo acordo nuclear, em um encontro descrito como "positivo" pelas delegações. Dias depois, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os , e autorizou novos bombardeios contra o país, desta vez em parceria com Israel. O conflito se expandiu após o, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, no Oriente Médio. As hostilidades ainda escalaram para o, pressionando a economia global. Em abril, Estados Unidos, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo. Um , ampliando a trégua para 60 dias, visando chegar a um acordo nuclear definitivo para interromper as hostilidades. O prazo, no entanto, terminou na última semana sem uma solução entre os países.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/estamos-preparados-diz-ira-sobre-guerra-economica-dos-eua