Justiça mantém liminar contra demissões nas Casas Bahia
TRT-10 extinguiu mandado de segurança apresentado pela empresa, mas não analisou o mérito do pedido para derrubar a decisão
Antonio Souza
Casas Bahia fazem leilão virtual | Divulgação
A Justiça do Trabalho manteve nesta segunda-feira (24) a liminar que suspendeu as demissões coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia durante o fechamento de lojas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília, extinguiu o mandado de segurança apresentado pela empresa para tentar derrubar a decisão que havia interrompido os desligamentos.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
O processo foi encerrado sem análise do mérito. Segundo a justiça, a Casas Bahia não apresentou documentos considerados indispensáveis, entre eles a decisão judicial contestada e a respectiva intimação.
Na prática, o tribunal não decidiu se a liminar que suspendeu as demissões está correta ou não. A decisão apenas concluiu que o mandado de segurança não atendia aos requisitos formais para ser analisado.
Com isso, permanece válida a ordem anterior que suspendeu provisoriamente os desligamentos e determinou o restabelecimento dos vínculos dos trabalhadores atingidos.
Demissões atingiram cerca de 1.900 funcionários
A liminar foi concedida na terça-feira (18), após ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A decisão determinou a reintegração provisória de aproximadamente 1.900 funcionários demitidos pelo grupo, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador em caso de descumprimento.
A Justiça também proibiu novas demissões coletivas sem a participação das entidades sindicais competentes. Para cada dispensa realizada em desacordo com a ordem, foi prevista multa de R$ 10 mil.
Os desligamentos ocorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, durante uma reestruturação que envolveu o fechamento de 298 lojas, cerca de 30% da rede física da companhia.
A decisão não determinou a reabertura das unidades. Os trabalhadores deverão ser alocados em atividades compatíveis ou receber os salários proporcionalmente durante o período de afastamento.
Empresa deverá negociar com sindicatos
A liminar também determinou que o Grupo Casas Bahia abra uma mesa de diálogo com a CNTC e os demais sindicatos envolvidos.
A empresa deverá apresentar informações sobre o plano de reestruturação, incluindo as etapas previstas, as unidades afetadas, o número de postos de trabalho atingidos e as possíveis alternativas de realocação.
A juíza determinou ainda que a companhia apresente, sob sigilo, a relação completa dos funcionários dispensados, com informações como CPF, local de trabalho, cargo e remuneração na data da demissão.
Casas Bahia está em recuperação judicial
A decisão ocorre dias depois de o Grupo Casas Bahia protocolar um pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
A empresa informou dívidas superiores a R$ 17 bilhões, incluindo um passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões, além de prejuízo operacional de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre.
Em comunicado ao mercado, a varejista atribuiu a crise ao cenário prolongado de juros altos, à restrição de crédito e ao fracasso de uma tentativa de captação financeira com um investidor considerado estratégico.
O grupo se juntou a outras redes varejistas que também recorreram à recuperação judicial, como Tok&Stok, Casa&Video, Polishop e Americanas.
Decisão não encerra disputa
A extinção do mandado de segurança não representa uma decisão definitiva sobre a validade das demissões ou sobre a recuperação judicial da empresa.
A liminar continua em vigor, mas ainda pode ser questionada por outros meios processuais. A Casas Bahia também poderá apresentar novos recursos, desde que cumpra os requisitos formais exigidos pela Justiça.
Por enquanto, a companhia permanece obrigada a cumprir a ordem de reintegração provisória e a negociar eventuais novos cortes com os sindicatos.
Justiça mantém liminar contra demissões nas Casas BahiaTRT-10 extinguiu mandado de segurança apresentado pela empresa, mas não analisou o mérito do pedido para derrubar a decisãoBrasil2026-08-25T03:12:02.932ZA Justiça do Trabalho manteve nesta segunda-feira (24) a liminar que suspendeu as demissões coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia durante o fechamento de lojas. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília, extinguiu o mandado de segurança apresentado pela empresa para tentar derrubar a decisão que havia interrompido os desligamentos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O processo foi encerrado sem análise do mérito. Segundo a justiça, a Casas Bahia não apresentou documentos considerados indispensáveis, entre eles a decisão judicial contestada e a respectiva intimação. Na prática, o tribunal não decidiu se a liminar que suspendeu as demissões está correta ou não. A decisão apenas concluiu que o mandado de segurança não atendia aos requisitos formais para ser analisado. Com isso, permanece válida a ordem anterior que suspendeu provisoriamente os desligamentos e determinou o restabelecimento dos vínculos dos trabalhadores atingidos. Demissões atingiram cerca de 1.900 funcionários A, após ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A decisão determinou a reintegração provisória de aproximadamente 1.900 funcionários demitidos pelo grupo, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador em caso de descumprimento. A Justiça também proibiu novas demissões coletivas sem a participação das entidades sindicais competentes. Para cada dispensa realizada em desacordo com a ordem, foi prevista multa de R$ 10 mil. + Os desligamentos ocorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, durante uma reestruturação que envolveu o fechamento de 298 lojas, cerca de 30% da rede física da companhia. A decisão não determinou a reabertura das unidades. Os trabalhadores deverão ser alocados em atividades compatíveis ou receber os salários proporcionalmente durante o período de afastamento. Empresa deverá negociar com sindicatos A liminar também determinou que o Grupo Casas Bahia abra uma mesa de diálogo com a CNTC e os demais sindicatos envolvidos. A empresa deverá apresentar informações sobre o plano de reestruturação, incluindo as etapas previstas, as unidades afetadas, o número de postos de trabalho atingidos e as possíveis alternativas de realocação. + A juíza determinou ainda que a companhia apresente, sob sigilo, a relação completa dos funcionários dispensados, com informações como CPF, local de trabalho, cargo e remuneração na data da demissão. Casas Bahia está em recuperação judicial A decisão ocorre dias depois de o Grupo Casas Bahia protocolar um pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A empresa informou dívidas superiores a R$ 17 bilhões, incluindo um passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões, além de prejuízo operacional de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. Em comunicado ao mercado, a varejista atribuiu a crise ao cenário prolongado de juros altos, à restrição de crédito e ao fracasso de uma tentativa de captação financeira com um investidor considerado estratégico. O grupo se juntou a outras redes varejistas que também recorreram à recuperação judicial, como Tok&Stok, Casa&Video, Polishop e Americanas. Decisão não encerra disputa A extinção do mandado de segurança não representa uma decisão definitiva sobre a validade das demissões ou sobre a recuperação judicial da empresa. A liminar continua em vigor, mas ainda pode ser questionada por outros meios processuais. A Casas Bahia também poderá apresentar novos recursos, desde que cumpra os requisitos formais exigidos pela Justiça. Por enquanto, a companhia permanece obrigada a cumprir a ordem de reintegração provisória e a negociar eventuais novos cortes com os sindicatos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/justica-mantem-liminar-contra-demissoes-nas-casas-bahia
Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad
Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS
Ações da Oncoclínicas disparam antes de julgamento da CVM
Papeis da empresa, que está em recuperação judicial, subiram 34% na véspera da decisão sobre Oferta Pública de Ações (OPA), que deve movimentar R$ 6 bilhoes