Enviado de Trump diz que mulheres brasileiras são "raça maldita" e "programadas para causar confusão"
Paolo Zampolli, que foi casado com brasileira, fez declarações misóginas durante entrevista a uma rádio italiana


Caroline Vale
Paolo Zampolli, aliado de Donald Trump e um dos enviados especiais para parcerias globais do governo dos Estados Unidos, fez declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante entrevista concedida à rádio italiana RAI, exibida nesta semana.
Em um momento da entrevista, Zampolli afirmou que mulheres brasileiras seriam “prostitutas” e uma “raça maldita”, além de dizer que foram “programadas para causar confusão”. O empresário foi casado por quase 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro.
Ungaro foi deportada dos Estados Unidos em outubro do ano passado. Ela foi detida pelo ICE (Serviço de Imigração dos EUA) e afirma que a deportação teria ocorrido com influência do ex-companheiro. O casal trava uma disputa judicial nos EUA pela guarda do filho de 15 anos. A modelo também acusa Zampolli de agressão física, psicológica e sexual.

Perguntado sobre o relacionamento, o enviado especial declarou: “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo?”. Ao ser questionado pelo repórter se esse comportamento seria genético, respondeu que as “mulheres brasileiras são programadas”. O jornalista perguntou: “para extorquir?”. Zampolli respondeu: “não, para causar confusão”.
Em outro trecho, ao comentar sobre uma amiga de Amanda, ele respondeu: “É uma dessas p*tas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, depois ela também ficou louca”, afirmou.
Ele ainda associou comportamentos de brasileiros ao consumo de telenovelas. “Os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim. Você já ouviu dizer que as brasileiras enganam todo mundo, né? Não é como se fosse a primeira vez."
Sobre as denúncias feitas por Amanda Ungaro, Paolo Zampolli nega as acusações e afirma que a ex-companheira estaria tentando prejudicá-lo. Já o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, responsável pela supervisão do ICE, informou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada devido ao vencimento do visto. Segundo o órgão, “qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é falsa".









