Irã após fala de Trump: 'Forças estrangeiras correm risco'
Chanceler iraniano reage à ameaça de Donald Trump e eleva tensão em meio aos conflitos no Oriente Médio


Mísseis iranianos exibidos em parque em Teerã | Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Após a fala ameaçadora de Donald Trump direcionada ao Irã, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi, afirmou nesta terça-feira (9) que forças estrangeiras correm risco caso permaneçam próximas ao território iraniano.
"As forças estrangeiras próximas ao nosso território correm risco constante devido a erros humanos, acidentes ou ao risco de serem atingidas por fogo cruzado. Para reduzir esse risco, a melhor solução é que se retirem. Preferimos a linguagem da diplomacia, mas também falamos outras línguas."
O posicionamento do ministro ocorre após o presidente dos Estados Unidos afirmar que responderá ao abatimento de uma aeronave norte-americana nas proximidades do Estreito de Ormuz.
A troca de ameaças afasta a perspectiva de um cessar-fogo no Oriente Médio. Nesta semana, Israel e Irã trocaram ataques, fragilizando ainda mais o acordo de cessar-fogo.
Israel também atacou o Líbano, que respondeu com menor poder bélico. Pelo menos oito pessoas morreram em território libanês. Os bombardeios ocorreram poucas horas após os militares israelenses emitirem novas ordens de evacuação para moradores da região.
Em resposta, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra tropas israelenses. Os disparos também atingiram a cidade de Bayyada, onde soldados de Tel Aviv tentavam avançar por terra. "Os sucessivos disparos de foguetes forçaram a retirada em direção a Al-Bayada", afirmou o grupo.
Israel, por sua vez, acusa o Hezbollah de violar o cessar-fogo e afirma que isso "obriga as Forças de Defesa a agir". Em relação ao Irã, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu "responder com força" caso Teerã volte a atacar o país em defesa do Hezbollah. "Israel tem o direito à autodefesa e o exercerá sempre que necessário", afirmou o premiê.
Após os ataques entre iranianos e israelenses, Donald Trump assumiu a dianteira das negociações para tentar alcançar um cessar-fogo. No entanto, a posição norte-americana pode colocar em xeque a manutenção do acordo após o abatimento da aeronave norte-americana.















