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MP prende ex-estagiário suspeito de elo com PCC

Operação Infiltrados apura vazamento de informações e extorsões; eles estariam envolvidos em plano para matar promotor de Justiça do Gaeco

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Emanuelle Menezes, Fabio Diamante, Robinson Cerantula
09/06/2026, 11:16 • Atualizado em 09/06/2026, 12:14
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Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas (SP) e Cardoso (SP) | Reprodução

Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas (SP) e Cardoso (SP) | Reprodução

O Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (9), um ex-estagiário do próprio MP, um chefe de investigadores da Polícia Civil e um ex-policial civil suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo as investigações, eles estariam envolvidos em um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação também investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas e extorsão de integrantes da facção.

Ao todo, a Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.

Segundo o SBT News apurou, o policial civil preso é Maurício Aparecido de Oliveira, de 55 anos. Ele será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, enquanto o ex-estagiário do Ministério Público será levado para a 2ª Seccional de Campinas.

O ex-policial civil Itamar Gomes da Silva é outro dos alvos. Ele foi expulso da Polícia Civil por ligação com o crime organizado.

A operação é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White, realizadas em 2025. A primeira desarticulou o plano para matar o promotor de Justiça, enquanto a segunda investigou um esquema de lavagem de dinheiro ligado a traficantes apontados entre os mais procurados do país.

Chefe de investigadores é suspeito de repassar informações

De acordo com o Gaeco, as investigações apontaram que, uma semana antes da deflagração da Operação Pronta Resposta, em agosto de 2025, um dos suspeitos responsáveis pela execução do plano para matar o promotor se reuniu com o então chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas.

Vídeos apreendidos pelos promotores mostram o encontro entre os investigados às vésperas da operação que frustrou o atentado. Agora, o Ministério Público tenta esclarecer quais informações sigilosas teriam sido repassadas ao criminoso pelo policial.

Ex-estagiário teria se infiltrado no MP para extorquir investigados

Outro eixo da investigação envolve um ex-estagiário do Ministério Público que, segundo o Gaeco, teria se infiltrado propositalmente em uma Promotoria Criminal de Campinas para obter acesso a sistemas internos e identificar alvos ligados ao crime organizado.

A suspeita é que ele utilizasse informações privilegiadas para extorquir criminosos de alto poder econômico, oferecendo suposta proteção em investigações conduzidas pelas autoridades.

Segundo o Ministério Público, o esquema contaria com a participação de outros agentes públicos, entre eles um policial penal e um ex-policial civil que já havia sido expulso da corporação anos antes após condenação relacionada ao crime de extorsão mediante sequestro.

As investigações também identificaram indícios de que parte das extorsões teria sido praticada utilizando a conexão de internet de um escritório de advocacia, alvo de buscas nesta terça-feira (9).

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