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Em meio a atritos, presidente da Colômbia visita Trump nesta terça-feira (3)

Líder norte-americano chegou a ameaçar invadir o país para combater o tráfico de drogas

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Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e presidente dos EUA, Donald Trump | Reprodução/Reuters/White House

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se reúne nesta terça-feira (3) com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro, programado para acontecer na Casa Branca, em Washington, ocorre em meio à escalada de tensão entre os políticos.

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Petro e Trump vêm trocando farpas desde 3 de janeiro, quando os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro sob acusações de narcoterrorismo. Assim como o líder chavista, Trump acusou o presidente colombiano de ter ligação com o tráfico de drogas, dizendo “gostar da ideia” de uma operação militar na Colômbia.

A declaração foi repudiada por Petro, que classificou a fala de Trump como “reflexo de um cérebro senil”. Em outra declaração, o líder colombiano ameaçou responder com violência qualquer ação militar dos Estados Unidos. “Se você bombardear camponeses, milhares de guerrilheiros voltarão para as montanhas. E se você prender o presidente que boa parte do meu povo deseja e respeita, vai liberar a onça popular”, disse.

Em ligação em meados de janeiro, os líderes chegaram a amenizar o tom, reforçando a importância de dialogar para resolver “desentendimentos” em relação ao tráfico de drogas.

Segundo a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Yolanda Villavicencio, grande parte da conversa entre Petro e Trump irá se concentrar na segurança da Venezuela, com a qual a Colômbia faz fronteira. Isso porque grande parte da região está sob influência do Exército de Libertação Nacional — grupo guerrilheiro colombiano que controla parte do tráfico de drogas na América Latina.

Outro ponto deve ser as políticas de imigração dos Estados Unidos. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump reduziu drasticamente os compromissos do país com os requerentes de asilo e determinou a detenção e deportação em massa de imigrantes ilegais. As ações, muitas vezes violentas, vêm sendo criticadas por Petro, que chegou a comparar os agentes de imigração norte-americanos com militares nazistas.

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