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Doze migrantes morrem afogados tentando chegar à Europa

Mortes ocorreram em dois incidentes distintos em que embarcações tombaram no litoral da Grécia; entre as vítimas, há um bebê

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André de Sena, com informações da Reuters
Uma embarcação da Guarda Costeira grega que participou de uma operação de busca e resgate após um naufrágio no qual seis migrantes se afogaram é vista no porto principal de Samos, na Grécia | Sofianos Drapaniotis/Reuters

Uma embarcação da Guarda Costeira grega que participou de uma operação de busca e resgate após um naufrágio no qual seis migrantes se afogaram é vista no porto principal de Samos, na Grécia | Sofianos Drapaniotis/Reuters

Doze migrantes que tentavam chegar à Europa se afogaram nas proximidades das ilhas gregas de Lesbos e Samos, no nordeste do Mar Egeu. As mortes ocorreram em dois incidentes distintos. Em ambos, as embarcações tombaram. Uma das vítimas é um bebê.

O primeiro incidente ocorreu na região do Cabo Agrilia, o ponto mais a sudeste da ilha de Lesbos. A lancha onde estavam os imigrantes virou após colidir com um navio da guarda costeira grega. Quatro homens, uma mulher e um bebê morreram. Oito sobreviventes foram levados ao hospital.

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Um homem turco de 37 anos que estava entre os oito sobreviventes foi preso pelas autoridades gregas após ser identificado como o suposto contrabandista e operador do barco.

O ministro da Navegação da Grécia, Vassilis Kikilias, disse que as circunstâncias exatas do incidente ainda estão sob investigação, mas afirmou que as evidências coletadas até o momento indicam que a lancha bateu com a proa no lado esquerdo da embarcação da guarda costeira.

No outro caso, uma lancha que transportava migrantes da Turquia fez uma manobra repentina e virou a cerca de quatro milhas náuticas ao norte de Samos. Segundo a guarda costeira, cinco homens e uma mulher morreram, mas quatorze homens sobreviveram.

Uma das pessoas que ocupavam o barco é um cidadão iraniano que foi preso sob suspeita de contrabandear imigrantes. Uma operação de busca e resgate por mais sobreviventes está em andamento.

A Grécia é historicamente uma das principais portas de entrada da Europa para migrantes e refugiados do Oriente Médio, da África e da Ásia. O país ficou em evidência na crise migratória de 2015-2016, quando mais de um milhão de pessoas desembarcaram em suas ilhas, principalmente vindas da Turquia.

Dali em diante, o governo grego endureceu sua postura em relação à imigração ilegal. “Nossa posição é inegociável: tolerância zero para contrabandistas”, disse Kikilias nesta segunda-feira em uma postagem na rede social X.

Por conta de sua postura rigida, a Grécia vem sendo acusada por grupos de direitos humanos de repatriar à força migrantes e requerentes de asilo em suas fronteiras marítimas e terrestres. O governo de Atenas nega que cometa irregularidades, afirmando que sua guarda costeira age com total respeito à vida e aos direitos humanos.

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