Brasil

Doença de Newcastle: governo confirma foco em granja de SC

Propriedade em Nova Itaberaba (SC) tem cerca de 6 mil aves e está isolada; outras 133 granjas comerciais serão acompanhadas na investigação

Avatar de Caio Barcellos
Caio Barcellos
Ministério da Agricultura confirma foco de doença em granja de peru | Foto ilustrativa

Ministério da Agricultura confirma foco de doença em granja de peru | Foto ilustrativa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (19) um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial com aproximadamente 6 mil perus de corte em Nova Itaberaba (SC).

De acordo com a pasta, as aves não apresentaram sintomas, mas os exames identificaram a presença do vírus. A propriedade foi isolada e nenhum animal saiu do local desde o início do alojamento das aves.

🔎 Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa entre aves, que pode provocar problemas respiratórios, sinais neurológicos e morte. Em humanos, pode causar conjuntivite leve e passageira, sobretudo após contato com o vírus. Não há risco pelo consumo de carne e ovos bem cozidos

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

O protocolo também estabelece o sacrifício das aves, seguido de limpeza e desinfecção das instalações. A retomada da produção dependerá do cumprimento de medidas sanitárias e da ausência de novos casos.

Em entrevista coletiva em Brasília, o ministro André de Paula (PSD) afirmou que a identificação ocorreu durante uma ação de vigilância ativa, um monitoramento de rotina para detectar a circulação de doenças.

Na coletiva, o ministro também procurou tranquilizar os consumidores sobre a segurança dos alimentos.

“O consumo dessa carne não traz nenhum risco às pessoas”, destacou.

Monitoramento alcança quatro municípios

As amostras foram coletadas em 21 de setembro, com os primeiros resultados disponibilizados em 14 de outubro. A análise indicou uma possível infecção e levou à interdição da granja e à realização de novos exames.

A confirmação ocorreu no domingo (18), conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A área de restrição e contenção também abrange Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias -todos no oeste catarinense. Aproximadamente 133 granjas comerciais serão monitoradas, com avaliação dos animais e coleta de amostras para verificar se há circulação do vírus.

Segundo o secretário substituto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga, o acompanhamento terá dois ciclos de 21 dias, que somam 42 dias de vigilância.

Alvarenga também informou que as regras sanitárias preveem um prazo de 90 dias para recuperar a condição de livre da doença. A pasta solicitou à OMSA a redução desse intervalo, mas a alteração ainda não foi implementada.

O ministro André de Paula afirmou que as ações são conduzidas em conjunto com o governo catarinense.

“Eu hoje pela manhã falei com o governador Jorginho Melo (PL), ele já estava ciente do ocorrido, já tinha tido também uma reunião com a equipe dele e nós estamos trabalhando juntos nessa questão”, afirmou André de Paula.

Países são avisados

Além das ações sanitárias, o ministério começou a informar os parceiros comerciais sobre o caso para tentar reduzir possíveis restrições às exportações de produtos avícolas.

A pasta prepara comunicados e notas técnicas sobre o foco, as medidas de controle e os procedimentos de certificação sanitária.

“Vamos tentar minimizar as paralisações de comércio. Nossa meta é tranquilizar os países parceiros”, afirmou Rafael Requião, da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Segundo ele, os compradores poderão solicitar medidas adicionais, conforme suas exigências sanitárias.

Últimas notícias