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Dez pessoas são condenadas na França por assédio cibernético contra primeira-dama

Réus sentenciados por um tribunal de Paris espalharam informações falsas de que Brigitte Macron seria uma mulher transgênero nascida homem

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Reuters
05/01/2026, 13:59 • Atualizado em 05/01/2026, 14:02
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Primeira-dama da França, Brigitte Macron | 13/11/2025/Ludovic Marin/Pool via Reuters

Primeira-dama da França, Brigitte Macron | 13/11/2025/Ludovic Marin/Pool via Reuters

Um tribunal de Paris considerou nesta segunda-feira (5) dez pessoas culpadas de assédio cibernético contra a primeira-dama da França, Brigitte Macron, por espalharem informações falsas de que ela seria uma mulher transgênero nascida homem.

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Brigitte e seu marido, o presidente francês Emmanuel Macron, enfrentam há muito tempo essas falsidades, incluindo alegações de que ela teria nascido com o nome de Jean-Michel Trogneux — o nome verdadeiro de seu irmão mais velho.

A diferença de idade de 24 anos entre o casal também gerou críticas e comentários sarcásticos, que o casal ignorou em grande parte durante anos, mas que recentemente começou a contestar na Justiça.

A decisão desta segunda representa uma vitória para o casal Macron, que prossegue com um processo de difamação de grande repercussão nos EUA contra a influenciadora e podcaster de direita Candace Owens, que também afirmou que Brigitte nasceu homem.

Os oito homens e duas mulheres foram considerados culpados de fazer comentários maliciosos sobre o gênero e a sexualidade de Brigitte Macron, chegando a equiparar a diferença de idade entre ela e o marido à "pedofilia".

Eles receberam sentenças variadas. Um deles foi condenado a seis meses de prisão sem possibilidade de suspensão. Outros receberam penas de prisão suspensas de até oito meses. As punições adicionais incluíram multas e cursos obrigatórios de conscientização sobre assédio cibernético. Cinco foram proibidos de usar a plataforma de mídia social na qual haviam feito a publicação.

Comentários como sátira

A Reuters não conseguiu contatar imediatamente o advogado de Brigitte Macron ou os advogados dos condenados.

A decisão surge em meio a tensões transatlânticas mais amplas sobre a liberdade de expressão online, com o governo norte-americano classificando os esforços europeus para conter a desinformação como censura. No mês passado, Washington impôs proibições de visto a cinco europeus que combatem o ódio e as falsidades online, incluindo o ex-comissário francês da União Europeia, Thierry Breton, e ativistas contra a desinformação.

Alguns dos réus no caso Macron alegaram que seus comentários equivaliam a uma sátira, uma defesa que o tribunal rejeitou.

Bertrand Scholler, de 55 anos, galerista e escritor, disse que recorreria de sua sentença de prisão suspensa de seis meses.

"Isto é horrível. É abominável", disse ele aos repórteres no tribunal. "Isto mostra o quanto a sociedade francesa está se afastando da liberdade de expressão. A liberdade de expressão já não existe."

Primeira-dama fala

Em entrevista à TF1 no domingo (4) à noite, Brigitte Macron defendeu sua luta contra os agressores virtuais, dizendo esperar que ela servisse de exemplo para outros. Ela afirmou que os ataques online contra ela pareciam intermináveis e incluíam "pessoas que invadiram meu site de impostos e modificaram minha identidade".

Ela também lamentou que seus agressores tenham ignorado as fortes evidências de seu gênero.

"Uma certidão de nascimento não é pouca coisa. É um pai ou uma mãe que vai declarar seu filho, que diz quem ele ou ela é", disse ela. "Quero ajudar os adolescentes a lutarem contra o assédio, e se eu não der o exemplo, será difícil."

(Reportagem de Dominique Vidalon e Juliette Jabkhiro)

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