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Deslizamento de terra na Papua-Nova Guiné deixa mais de 670 mortos, estima ONU

As equipes de resgate já desistiram de encontrar sobreviventes sob os escombros, que chegam a uma profundidade de 6 a 8 metros

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Vithor Laureano
26/05/2024, 14:19 • Atualizado em 26/05/2024, 14:19
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Deslizamento de terra na Papua Nova Guiné deixa mais de 670 mortos | Reprodução/Canva

Deslizamento de terra na Papua Nova Guiné deixa mais de 670 mortos | Reprodução/Canva

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), compartilhou neste domingo (26) o aumento na estimativa do número de mortos em um deslizamento de terra na Papua-Nova Guiné, no sudoeste do Oceano Pacífico, para mais de 670 pessoas. A tragédia ocorreu na sexta-feira (24), quando um deslizamento soterrou mais de 150 casas na aldeia de Yambali, na província de Enga. As informações são da Associated Press (AP).

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Serhan Aktoprak, chefe da missão da OIM no Pacífico Sul, explicou que a nova estimativa foi baseada em cálculos de autoridades locais. As autoridades anteriormente estimaram o número de casas soterradas em 60.

Até este domingo, apenas cinco corpos e uma perna de uma sexta vítima haviam sido recuperados. Uma escavadeira, doada por um construtor local, foi o primeiro equipamento mecânico a chegar ao local para auxiliar nos esforços de resgate.

Os socorristas estão deslocando sobreviventes para áreas mais seguras, uma vez que o terreno permanece instável e a guerra tribal, comum nas Terras Altas da Papua-Nova Guiné, complica o resgate. Cerca de 250 casas adicionais foram condenadas desde o deslizamento, deixando aproximadamente 1.250 pessoas desabrigadas.

O governo nacional está avaliando a necessidade de solicitar mais apoio internacional. As equipes de resgate já desistiram de encontrar sobreviventes sob os escombros, que chegam a uma profundidade de 6 a 8 metros.

Aktoprak enfatizou que a nova estimativa de mortos é aproximada, baseada no tamanho médio das famílias da região, e pode não refletir o número exato de vítimas. Ele destacou a importância de não inflacionar os números sem bases concretas.

Centros de evacuação estão sendo estabelecidos em terrenos mais seguros, enquanto uma grande faixa de destroços, do tamanho de três a quatro campos de futebol, bloqueia a principal estrada da província. Comboios de alimentos, água e outros suprimentos essenciais têm enfrentado riscos de violência tribal ao longo do caminho, com soldados da Papua-Nova Guiné providenciando segurança.

Oito pessoas foram mortas em um confronto tribal neste sábado (25), que não estava relacionado ao deslizamento. Cerca de 30 casas e cinco comércios foram incendiados durante o conflito.

A população da aldeia de Yambali era estimada em quase 4 mil pessoas antes do deslizamento, embora o número real possa ser maior, já que muitos haviam se mudado para a aldeia recentemente para escapar da violência entre clãs.

O Ministro da Defesa, Billy Joseph, e o diretor do Centro Nacional de Desastres, Laso Mana, estão viajando para Wabag para avaliar as necessidades no local. O governo deve decidir até terça (28) se solicitará mais ajuda internacional.

Os Estados Unidos e a Austrália já manifestaram sua disposição em fornecer mais assistência. A Papua-Nova Guiné é uma nação com 800 idiomas e 10 milhões de pessoas, majoritariamente agricultores de subsistência.

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