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Criança com menos de dois anos é submetida a eutanásia

Procedimento foi realizado por médicos dos Países Baixos a pedido dos pais do bebê, que sofria com uma paralisia cerebral grave

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Criança com menos de dois anos foi submetida à eutanásia a pedido dos pais nos Países Baixos | Reprodução/Magnific (Freepik)

Criança com menos de dois anos foi submetida à eutanásia a pedido dos pais nos Países Baixos | Reprodução/Magnific (Freepik)

Uma criança com quase 24 meses de vida foi submetida à eutanásia nos Países Baixos. O procedimento ocorreu em 2025 e veio à público em junho de 2026, mas só teve mais detalhes revelados em setembro. Trata-se do ser humano mais jovem a passar por esse tipo de prática.

🔎Eutanásia é o ato intencional de abreviar a vida de um paciente em estado terminal ou com doença incurável

Essa espécie de procedimento é permitida nos Países Baixos desde 2002. No entanto, por muitos anos, só existia a possibilidade de que ele fosse aplicado em maiores de 12 anos. Mas, a partir de 2024, a legislação do país passou a permitir a eutanásia em crianças de 1 a 12 anos diagnosticadas com doenças incuráveis em estágio terminal.

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Os detalhes do caso ocorrido em 2025 constam em um documento divulgado pela Comissão de Avaliação dos Países Baixos, que ficou responsável por analisar se o médico responsável pela eutanásia havia cumprido os critérios de cuidado aplicáveis para este caso. A avaliação, ocorrida depois da morte do paciente, concluiu que essas normas haviam sido cumpridas.

De acordo com o documento, a criança, que não teve seu sexo revelado, nasceu extremamente prematura, com apenas 26 semanas e três dias. Por conta disso, teve extensas lesões cerebrais, inclusive uma leucomalácia periventricular, que causa quadros como paralisia cerebral, dificuldades motoras e rigidez muscular.

Entre os problemas pelos quais o bebê passou devido ao nascimento prematuro também está uma lesão no córtex occipital, que provoca deficiências na visão.

Além da paralisia cerebral grave e da deficiência visual, a criança desenvolveu problemas de respiração, deglutição e epilepsia severa. O médico responsável pelo caso concluiu que os tratamentos disponíveis para atenuar as crises epilépticas frequentes não proporcionavam melhora suficiente.

Quando o bebê já tinha quase dois anos de vida, seu desenvolvimento era estimado como sendo similar ao nível de um bebê de seis semanas. Com a ajuda de outros médicos, o doutor responsável pelo caso entendeu que o quadro era irreversível, sem perspectiva de recuperação. Após conversas com a equipe médica, os pais da criança solicitaram a eutanásia.

Segundo dados levantados pelos Comitês Regionais de Revisão da Eutanásia dos Países Baixos, foram relatadas 10.341 mortes por suicídio assistido ou eutanásia no território neerlandês em 2025, o que significa um aumento de 3,8% na comparação com os 9.958 óbitos registrados em 2024.

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