Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e condena ataques dos EUA à Venezuela
Washington "violou violentamente a soberania da Venezuela" e que o ato mostra "a natureza desonesta e brutal dos EUA"
Reuters
04/01/2026, 13:28 • Atualizado em 04/01/2026, 13:28
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Líder norte-coreano Kim Jong Un visita fábrica militar 4/1/2026 | Foto: KCNA via REUTERS
A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos no domingo (04), dia em que o líder da rival Coreia do Sul inicia uma visita de Estado à China, principal aliada de Pyongyang, e poucas horas depois de os Estados Unidos atacarem a Venezuela.
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Os disparos de pelo menos dois mísseis, os primeiros do país em dois meses, aumentam ainda mais as tensões globais depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou um ataque à Venezuela no qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado.
A Coreia do Norte criticou com veemência a ação dos EUA, afirmando que Washington "violou violentamente a soberania da Venezuela" e que o ato mostra "a natureza desonesta e brutal dos EUA".
A Coreia do Norte lançou seus mísseis horas antes de o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, iniciar uma visita de Estado à China no domingo, na esperança de promover a paz na Península Coreana durante uma cúpula com seu homólogo Xi Jinping.
Os lançamentos da capital Pyongyang para o mar entre as Coreias e o Japão representam "uma mensagem à China para impedir laços mais estreitos com a Coreia do Sul e para combater a posição da China sobre a desnuclearização", disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente em Seul.
Ele afirmou que a Coreia do Norte também quer enviar uma mensagem de que "somos diferentes da Venezuela" -- como uma potência nuclear e militar, pronta para responder com "dissuasão agressiva".
Referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, Bong Youngshik, professor visitante da Universidade Yonsei, disse: "Depois de ver o que está acontecendo na Venezuela neste momento, a pessoa que teria mais medo é Kim Jong Un."
Seul e Tóquio criticaram os lançamentos de mísseis norte-coreanos.
O gabinete presidencial da Coreia do Sul disse que havia realizado uma reunião de segurança de emergência e instou a Coreia do Norte a cessar "atos provocativos que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, disse que os lançamentos ameaçam a paz e a segurança da região e da comunidade internacional.
"Nosso governo apresentou um forte protesto à Coreia do Norte e o condenou veementemente", declarou Koizumi em um comunicado.
As forças dos EUA para o Indo-Pacífico disseram em um comunicado: "Esse evento não representa uma ameaça imediata ao pessoal ou território dos EUA, ou aos nossos aliados", acrescentando que os EUA estavam consultando de perto seus aliados e parceiros.
(Reportagem de Hyunjoo Jin em Seul e Tim Kelly em Tóquio)
Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e condena ataques dos EUA à VenezuelaWashington "violou violentamente a soberania da Venezuela" e que o ato mostra "a natureza desonesta e brutal dos EUA"Mundo2026-01-04T13:28:44.482ZA Coreia do Norte lançou mísseis balísticos no domingo (04), dia em que o líder da rival Coreia do Sul inicia uma visita de Estado à China, principal aliada de Pyongyang, e poucas horas depois de os Estados Unidos atacarem a Venezuela. + Os disparos de pelo menos dois mísseis, os primeiros do país em dois meses, aumentam ainda mais as tensões globais depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou um ataque à Venezuela no qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado. A Coreia do Norte criticou com veemência a ação dos EUA, afirmando que Washington "violou violentamente a soberania da Venezuela" e que o ato mostra "a natureza desonesta e brutal dos EUA". A Coreia do Norte lançou seus mísseis horas antes de o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, iniciar uma visita de Estado à China no domingo, na esperança de promover a paz na Península Coreana durante uma cúpula com seu homólogo Xi Jinping. + Os lançamentos da capital Pyongyang para o mar entre as Coreias e o Japão representam "uma mensagem à China para impedir laços mais estreitos com a Coreia do Sul e para combater a posição da China sobre a desnuclearização", disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente em Seul. Ele afirmou que a Coreia do Norte também quer enviar uma mensagem de que "somos diferentes da Venezuela" -- como uma potência nuclear e militar, pronta para responder com "dissuasão agressiva". Referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, Bong Youngshik, professor visitante da Universidade Yonsei, disse: "Depois de ver o que está acontecendo na Venezuela neste momento, a pessoa que teria mais medo é Kim Jong Un." Seul e Tóquio criticaram os lançamentos de mísseis norte-coreanos. O gabinete presidencial da Coreia do Sul disse que havia realizado uma reunião de segurança de emergência e instou a Coreia do Norte a cessar "atos provocativos que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas". O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, disse que os lançamentos ameaçam a paz e a segurança da região e da comunidade internacional. "Nosso governo apresentou um forte protesto à Coreia do Norte e o condenou veementemente", declarou Koizumi em um comunicado. + As forças dos EUA para o Indo-Pacífico disseram em um comunicado: "Esse evento não representa uma ameaça imediata ao pessoal ou território dos EUA, ou aos nossos aliados", acrescentando que os EUA estavam consultando de perto seus aliados e parceiros. (Reportagem de Hyunjoo Jin em Seul e Tim Kelly em Tóquio)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/coreia-do-norte-dispara-misseis-balisticos-e-condena-ataques-dos-eua-a-venezuela
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