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Brasil terá representante em reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre crise na Venezuela

Encontro foi convocado para segunda-feira (5) após a ação militar dos Estados Unidos; governo ainda não confirmou o nome do representante brasileiro.

O governo brasileiro terá representação na reunião extraordinária de segunda-feira (5) do Conselho de Segurança da ONU, convocada após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A participação do Brasil foi confirmada oficialmente, mas, até o momento, o Planalto não informou quem será o representante na sessão marcada para o meio-dia.

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A reunião foi chamada em caráter de urgência e ocorre após manifestações do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, que afirmou estar “profundamente alarmado” com a escalada da crise e alertou para um “precedente perigoso” para a comunidade internacional. A expectativa é que os países discutam os próximos passos diante do novo cenário político e militar no país sul-americano.

Antes do encontro na ONU, o Brasil também deve participar, neste domingo (4), de uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reúne 33 países da região. O objetivo é avaliar os impactos da crise venezuelana sobre os países vizinhos e coordenar posições diplomáticas no âmbito regional.

Reação brasileira após o ataque

No sábado (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou duas reuniões de emergência em Brasília para discutir a resposta brasileira à ofensiva dos EUA e à captura de Nicolás Maduro. Participaram integrantes da cúpula do governo, incluindo os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, além da Casa Civil. Lula participou virtualmente, já que estava no Rio de Janeiro.

Após os encontros, o governo informou que a situação na fronteira, em Pacaraima (RR), é considerada tranquila do lado brasileiro, embora haja fechamento do lado venezuelano. Segundo o Planalto, não há registro de vítimas nem de riscos imediatos à comunidade brasileira na região ou no território venezuelano.

O governo brasileiro reiterou ainda que reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, em contraste com declarações do presidente Donald Trump sobre uma possível tutela americana no país. Em nota divulgada nas redes sociais, Lula classificou a ação militar como uma “afronta gravíssima à soberania” venezuelana e defendeu uma resposta “vigorosa” da comunidade internacional por meio da ONU, com foco no diálogo e na cooperação.

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