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Espião da CIA se infiltrou no governo Maduro para rastrear passos de presidente, diz agência

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a agência de inteligência monitorou rotina do líder venezuelano

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De acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters, a CIA mantinha um espião próximo ao governo venezuelano | Reprodução
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A CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, monitorou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desde agosto de 2025, informaram fontes ouvidas pela Reuters.

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De acordo com duas fontes, a agência mantinha um espião próximo ao governo venezuelano, que acompanhou a rotina e os deslocamentos do chefe de Estado.

A ação foi uma surpresa e estava em andamento há meses. A operação incluiu ensaios detalhados: tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência, fortemente fortificada.

Maduro e Flores estavam dormindo em um abrigo quando foram encontrados pelos militares. A captura do casal foi transmitida ao vivo ao presidente e a outras autoridades do governo.

“Se você tivesse visto o que aconteceu… eu assisti literalmente como se estivesse vendo um programa de televisão. Eles simplesmente invadiram lugares que não eram realmente acessíveis, arrombaram portas de aço que foram colocadas lá justamente por esse motivo, e eles foram retirados em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”, disse Trump à emissora Fox News.

A expectativa é que Maduro e a esposa sejam apresentados à Justiça na segunda-feira (5). Mais cedo, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que o líder chavista foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para uso desses armamentos contra os Estados Unidos.

Trump revelou que a operação estava prevista para acontecer há quatro dias, mas foi adiada por conta das condições climáticas. Questionado sobre a sucessão do governo venezuelano, o presidente afirmou que “ainda está decidindo” sobre o assunto, ressaltando que o país tem uma vice-presidente.

Venezuela reage

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou a população e ministros a resistirem a uma possível intervenção dos EUA e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.

“O que fizeram com a Venezuela pode ser feito com qualquer outro país do mundo”, disse.

Em pronunciamento oficial, ela afirmou que Nicolás Maduro segue como presidente legítimo e classificou a captura como “sequestro”.

Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, condenou o ataque dos Estados Unidos e afirmou que irá resistir à presença norte-americana no país.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro convocou cidadãos e militares para se unirem contra a agressão de Washington, iniciada nesta madrugada.

“Essa invasão representa a maior indignação que o país já sofreu. Eles nos atacaram, mas não vão nos derrotar. Formaremos uma muralha indestrutível de resistência. Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade”, declarou López.

O ministro acusou os Estados Unidos de tentar mudar o regime do país à força e classificou a ação como “deplorável” e “criminosa”. Ele pediu que organismos multilaterais e governos condenem os Estados Unidos por violarem a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.

“Trata-se de um ataque vil e covarde, que ameaça a paz e a estabilidade da região. É um ataque vil e covarde, que ameaça a paz e a estabilidade da região”, frisou.