Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quinta (15) para discutir situação no Irã
Repressão violenta à onda de protestos chamou atenção da comunidade internacional e elevou tensões com os EUA
Camila Stucaluc
Conselho de Segurança da ONU | Flickr
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne, nesta quinta-feira (15), para debater a situação no Irã. A sessão foi solicitada pelos Estados Unidos, membro permanente do grupo.
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O Irã vem testemunhando uma forte onda de protestos desde dezembro de 2025. As manifestações começaram contra a economia debilitada nacional, mas passaram rapidamente a mirar o regime teocrático que governa o país desde 1979. A repressão já deixou mais de 3,5 mil mortos, segundo balanço divulgado por organização internacionais.
Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o uso excessivo da força pelas autoridades iranianas contra manifestantes. Citando os direitos à liberdade de expressão, o diplomata exortou o regime a conter a violência, bem como a restaurar o acesso da população à internet e outros meios de comunicação — suspensos na última semana.
“Estou chocado com os relatos de violência pelas autoridades iranianas contra manifestantes. Todos os iranianos devem poder expressar suas queixas de forma pacífica e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica, conforme consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos”, disse Guterres.
A forte repressão também chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou interferir militarmente no país caso o regime iraniano continue reprimindo os protestos com violência. Disse, ainda, que adotaria “medidas muito duras” caso manifestantes presos fossem executados, conforme anunciado pelo governo.
Ao Conselho de Segurança da ONU, Teerã enviou uma carta acusando Trump de incitar a violência e a desestabilização política, bem como de ameaçar a soberania do país. As autoridades alegaram, ainda, que o republicano tinha “responsabilidade legal direta pela morte de civis inocentes”, já que estava incentivando a população a continuar com os protestos.
Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quinta (15) para discutir situação no IrãRepressão violenta à onda de protestos chamou atenção da comunidade internacional e elevou tensões com os EUAMundo2026-01-15T08:49:00.000ZO Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne, nesta quinta-feira (15), para debater a situação no Irã. A sessão foi solicitada pelos Estados Unidos, membro permanente do grupo. O . As manifestações começaram contra a economia debilitada nacional, mas passaram rapidamente a mirar o regime teocrático que governa o país desde 1979. A repressão já deixou mais de 3,5 mil mortos, segundo balanço divulgado por organização internacionais. Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o uso excessivo da força pelas autoridades iranianas contra manifestantes. Citando os direitos à liberdade de expressão, o diplomata exortou o regime a conter a violência, bem como a restaurar o acesso da população à internet e outros meios de comunicação — “Estou chocado com os relatos de violência pelas autoridades iranianas contra manifestantes. Todos os iranianos devem poder expressar suas queixas de forma pacífica e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica, conforme consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos”, disse Guterres. A forte repressão também chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou interferir militarmente no país caso o regime iraniano continue reprimindo os protestos com violência. Disse, ainda, que adotaria “medidas muito duras” caso manifestantes presos fossem executados, conforme. As declarações deixaram o Irã em alerta. Na quarta-feira (14), o país, permitindo apenas operações internacionais com autorização especial. A decisão foi tomada horas após um, elevando os temores de intervenção militar. Ao Conselho de Segurança da ONU, Teerã enviou uma carta acusando Trump de incitar a violência e a desestabilização política, bem como de ameaçar a soberania do país. As autoridades alegaram, ainda, que o republicano tinha “responsabilidade legal direta pela morte de civis inocentes”, já que estava incentivando a população a continuar com os protestos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/conselho-de-seguranca-da-onu-se-reune-nesta-quinta-15-para-discutir-situacao-no-ira
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