Irã fecha espaço aéreo em meio a tensões e temores de intervenção dos EUA
Suspensão durou pouco mais de duas horas e ocorre em meio à repressão a protestos e ameaças de ação militar americana



SBT News
com informações da Reuters
O Irã fechou seu espaço aéreo para todos os voos nesta quarta-feira (14), permitindo apenas operações internacionais com autorização especial. A informação foi divulgada pelo site de rastreamento aéreo Flightradar24.
Segundo o site, o aviso de restrição permaneceu válido por pouco mais de duas horas. Durante esse período, apenas voos internacionais de e para o Irã, mediante permissão, puderam operar.
O fechamento ocorre em meio à escalada das tensões internas no país, que enfrenta protestos desde dezembro, e ao aumento das preocupações internacionais sobre uma possível intervenção militar dos Estados Unidos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta que as mortes decorrentes da repressão iraniana aos protestos estariam diminuindo.
Trump também declarou acreditar que não há planos para execuções em massa de manifestantes, apesar de reconhecer o cenário instável.
Tensão com os EUA
A repressão do governo iraniano contra os protestos chamou a atenção de Trump, que ameaçou interferir militarmente no país caso o regime continue com a resposta violência. Na terça-feira (13), o republicano ainda afirmou que o país adotará “medidas muito duras” caso o governo execute manifestantes presos.
Nas redes sociais, encorajou a população a continuar com os protestos, afirmando que a “ajuda estava a caminho”. “Continuem protestando — assumam o controle de suas instituições.
Guardem os nomes dos assassinos e dos abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que a matança sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho", escreveu Trump.
As declarações foram criticadas pelo regime iraniano, que acusou Trump de incitar a violência e a desestabilização política, bem como ameaçar a soberania do país.
O governo alegou, ainda, que os Estados Unidos tinham “responsabilidade legal direta pela morte de civis inocentes, sobretudo jovens”. O mesmo foi dito contra Israel, que também vem encorajando os protestos e criticando a repressão violenta.









