Brasil é o maior perdedor do tarifaço de Trump, diz jornal
Taxa efetiva sobre produtos brasileiros sobe 6,7 pontos percentuais, maior aumento entre os países analisados
Sofia Pilagallo
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. | REUTERS/Evelyn Hockstein
O Brasil é o maior perdedor das tarifas adicionais aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, segundo análise do jornal "The Financial Times". Com as novas medidas comerciais do presidente Donald Trump, a taxa tarifária efetiva sobre os produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7% — aumento de 6,7 pontos percentuais, o maior entre os países avaliados.
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Os EUA anunciaram na quinta-feira (23) e passaram a cobrar nesta sexta-feira (24) tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais. As medidas substituem a sobretaxa global provisória de 10%, que expirou nesta sexta, e atingem países responsáveis por mais de 99% das importações americanas.
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As tarifas foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano alega que os países afetados, entre eles o Brasil, não adotaram ou não aplicaram de forma efetiva mecanismos para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Para os produtos brasileiros, a alíquota adicional foi estabelecida em 12,5%.
Segundo levantamento da organização independente Global Trade Alert, o Brasil foi particularmente prejudicado porque as novas cobranças se somam a outras tarifas impostas pelos EUA no início deste mês. Países asiáticos e latino-americanos também ficaram em situação menos favorável: as taxas efetivas da China, do Vietnã, da Indonésia, do Chile e da Colômbia avançaram entre 0,5 e 1 ponto percentual.
Em contrapartida, países europeus foram beneficiados pela reformulação tarifária. Bélgica, Espanha e Itália tiveram as maiores reduções, entre 1 e 1,5 ponto percentual. A União Europeia (UE) também conseguiu impedir que a nova tarifa de 10% se somasse a algumas cobranças existentes, diferentemente do que ocorria no regime provisório.
De acordo com Johannes Fritz, diretor executivo da Global Trade Alert, os países europeus foram favorecidos pelos tipos de produtos que exportam aos Estados Unidos. Diamantes, cortiça e ferro-gusa, por exemplo, ficaram isentos das novas tarifas. Itália e Espanha também se beneficiaram da redução das alíquotas sobre calçados, roupas e bolsas.
O alívio europeu, no entanto, pode ser temporário. Uma investigação americana sobre excesso de produção industrial pode gerar novas tarifas. Se as cobranças ultrapassarem o teto de 15%, a UE poderá retaliar € 93 bilhões (R$ 537,8 bilhões) em exportações dos EUA, como carros, uísque bourbon e soja.
Brasil é o maior perdedor do tarifaço de Trump, diz jornalTaxa efetiva sobre produtos brasileiros sobe 6,7 pontos percentuais, maior aumento entre os países analisadosMundo2026-07-24T21:49:50.792ZO Brasil é o maior perdedor das tarifas adicionais aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, segundo análise do jornal "The Financial Times". Com as novas medidas comerciais do presidente Donald Trump, a taxa tarifária efetiva sobre os produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7% — aumento de 6,7 pontos percentuais, o maior entre os países avaliados. Os EUA anunciaram na quinta-feira (23) e passaram a cobrar nesta sexta-feira (24) tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais. As medidas substituem a sobretaxa global provisória de 10%, que expirou nesta sexta, e atingem países responsáveis por mais de 99% das importações americanas. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. As tarifas foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano alega que os países afetados, entre eles o Brasil, não adotaram ou não aplicaram de forma efetiva mecanismos para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. . Segundo levantamento da organização independente Global Trade Alert, o Brasil foi particularmente prejudicado porque as novas cobranças se somam a outras tarifas impostas pelos EUA no início deste mês. Países asiáticos e latino-americanos também ficaram em situação menos favorável: as taxas efetivas da China, do Vietnã, da Indonésia, do Chile e da Colômbia avançaram entre 0,5 e 1 ponto percentual. Em contrapartida, países europeus foram beneficiados pela reformulação tarifária. Bélgica, Espanha e Itália tiveram as maiores reduções, entre 1 e 1,5 ponto percentual. A União Europeia (UE) também conseguiu impedir que a nova tarifa de 10% se somasse a algumas cobranças existentes, diferentemente do que ocorria no regime provisório. De acordo com Johannes Fritz, diretor executivo da Global Trade Alert, os países europeus foram favorecidos pelos tipos de produtos que exportam aos Estados Unidos. Diamantes, cortiça e ferro-gusa, por exemplo, ficaram isentos das novas tarifas. Itália e Espanha também se beneficiaram da redução das alíquotas sobre calçados, roupas e bolsas. O alívio europeu, no entanto, pode ser temporário. Uma investigação americana sobre excesso de produção industrial pode gerar novas tarifas. Se as cobranças ultrapassarem o teto de 15%, a UE poderá retaliar € 93 bilhões (R$ 537,8 bilhões) em exportações dos EUA, como carros, uísque bourbon e soja.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/brasil-e-o-maior-perdedor-do-tarifaco-de-trump-diz-jornal