Bill Clinton condena mortes de americanos em ações do ICE em Minneapolis; Trump culpa democratas
Casos ocorreram durante abordagens e protestos contra operações de imigração em Minneapolis; versões oficiais são contestadas por testemunhas e familiares


Vicklin Moraes
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton condenou neste domingo (25) as mortes dos americanos durante abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), em meio a protestos contra as ações da agência.
Em comunicado, Clinton afirmou que as cenas registradas nas últimas semanas em Minneapolis e em outras comunidades são inaceitáveis. Segundo ele, pessoas, incluindo crianças, foram retiradas à força de suas casas, locais de trabalho e das ruas por agentes federais mascarados. Clinton destacou ainda que, nos casos de Renee Good e Alex Pretti, as abordagens terminaram com mortes a tiros.
"Ao longo de uma vida, enfrentamos apenas alguns poucos momentos em que as decisões que tomamos e as ações que realizamos moldam a nossa história por muitos anos. Este é um deles. Se abrirmos mão de nossas liberdades após 250 anos, talvez nunca consigamos recuperá-las.", afirmou Clinton.
No sábado (27), Alex Pretti, de 37 anos, morreu durante uma manifestação em Minneapolis contra ações do Departamento de Segurança Interna (DHS). Pretti trabalhava como enfermeiro de terapia intensiva em um hospital voltado a veteranos de guerra.
O DHS afirmou que um agente da Patrulha de Fronteira disparou em legítima defesa, alegando que Pretti teria se aproximado portando uma arma de fogo e resistido às tentativas de desarmamento. A versão oficial, no entanto, é contestada por testemunhas e familiares. A família confirmou que Pretti possuía registro legal de arma, mas afirmou que ele não a portava no momento do protesto. Vídeos obtidos pela Reuters indicam que Pretti estava desarmado durante o confronto.
Barack Obama e Michelle Obama também condenaram as mortes. Em declaração conjunta, afirmaram que os protestos espalhados pelo país refletem a indignação da população diante das táticas do ICE, que, segundo eles, têm colocado cidadãos em risco.
Esta é a segunda morte envolvendo o ICE em menos de um mês. No dia 7 de janeiro, Renee Nicole Good, de 37 anos, foi baleada durante uma operação de fiscalização realizada também em Minneapolis, capital do estado de Minnesota.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou lideranças democratas pelas mortes. Em publicação na Truth Social, ele afirmou que cidades e estados governados por democratas se recusam a cooperar com o ICE e estariam incentivando a obstrução de operações da agência, criando, segundo ele, um ambiente perigoso que resultou nas duas mortes.
"Enquanto isso, cidades e estados governados por democratas, que se dizem santuários para imigrantes ilegais, estão se recusando a cooperar com o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e, na verdade, estão incentivando agitadores de esquerda a obstruir ilegalmente suas operações para prender os piores criminosos! Ao fazer isso, os democratas estão priorizando imigrantes ilegais criminosos em detrimento de cidadãos que pagam impostos e cumprem a lei, criando circunstâncias perigosas para todos os envolvidos. Tragicamente, dois cidadãos americanos perderam suas vidas como resultado desse caos provocado pelos democratas", escreveu Trump.









