Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feira
Aeronave decolou de Guarulhos às 13h18 com equipes de SP, MG e PR; nova missão com hospital de campanha está prevista para sair neste sábado
Larissa Alves
26/06/2026, 18:25 • Atualizado em 26/06/2026, 18:29
compartilhar
Deve chegar à Venezuela na noite desta sexta-feira (26) a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que transporta a primeira missão humanitária do Brasil para auxiliar nas operações após os dois terremotos que atingiram o país. A bordo estão profissionais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, especializados em busca e resgate em estruturas colapsadas. O voo decolou às 13h18 (horário de Brasília), da base aérea de Cumbica, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A força-tarefa segue no KC-390 Millennium, da FAB, e reúne 44 profissionais: 36 bombeiros — 13 de São Paulo, 13 de Minas Gerais e 10 do Paraná —, quatro integrantes da Defesa Civil Nacional e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A operação leva ainda seis cães farejadores, dois de cada estado participante, além de aproximadamente 13 toneladas de equipamentos, materiais de apoio e suprimentos. Entre os itens estão antenas direcionais de alta sensibilidade capazes de localizar sinais de celulares sob os escombros, tecnologia que será usada em conjunto com os cães durante as buscas.
Para o diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional e chefe da missão humanitária brasileira, Armin Braun, os próximos dias serão decisivos para localizar sobreviventes.
“O nosso objetivo é buscar nesses escombros pessoas com vida. (…) A gente acredita que um trabalho intenso nos próximos cinco dias nossos a gente vai conseguir encontrar pessoas com vida.”
Segundo Braun, o rastreamento de sinais de telefones celulares será uma das principais ferramentas da operação.
“É possível que haja pessoas para que a gente possa então trabalhar com esses equipamentos de maneira coordenada com os cães, que na sequência vão fazer a busca dessas pessoas e, encontrando algum sinal de pessoa com vida, é ingressar nesses locais (…) e resgatar as pessoas ainda com vida.”
Quem comandará a equipe de busca e resgate é a major Daniela Santos de Oliveira, do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Segundo ela, toda a estrutura foi planejada para que os brasileiros consigam atuar sem depender da infraestrutura local.
“Os outros cenários nos preparam sempre pra atuar melhor ainda, né? Então a gente tá indo totalmente equipados pra ser autossuficientes. Essa é a palavra-chave quando a gente fala num apoio em outro local pra gente não dar trabalho pra quem tá lá. Então estamos indo pra montar a nossa base de operações e ficar lá o tempo que for necessário.”
Mesmo dois após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24), Daniela acredita que ainda há possibilidade de encontrar vítimas com vida.
“Nesse momento vamos chegar ainda com chances grandes de encontrar pessoas vivas. Então a nossa expectativa é atuar em cenários em que a gente encontre ainda pessoas vivas.”
Ela destaca que, em um cenário de destruição em larga escala, os cães continuam sendo a principal ferramenta para indicar por onde as equipes devem começar o trabalho.
“Tem um equipamento, uma ferramenta que é maravilhosa, os cães. Os cães ainda são a melhor ferramenta que a gente tem, porque imaginem num cenário amplo de uma cidade atingida (…) o cão é o nosso nível básico de avaliação (…) eles chegam pra fazer essa setorização, nos dá um norte por onde começar.”
A major também comparou o desafio da operação ao enfrentado pelos bombeiros brasileiros durante o terremoto da Turquia.
“Eu acho que é um nível máximo de complexidade, igual foi Turquia, porque num cenário desse não tem uma zona que a gente chama de zona fria, ou seja, uma zona que a gente estipula de segura. Toda zona corre o risco de ser atingida por um terremoto.”
O comandante da aeronave, major Anderson Dias Santiago, explicou que o KC-390 fará uma parada técnica em Boa Vista, Roraima, para abastecimento antes de seguir para um aeródromo militar em Maracay. A previsão é de cerca de 11 horas até a chegada.
“O modal aéreo é um modal que se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Então quando a gente tem problemas de fluxo logístico, o modal aéreo é uma solução. Então é para isso que nós estamos aqui.”
Santiago lembra que a tripulação já participou de outras operações humanitárias, como o transporte de oxigênio durante a pandemia da Covid-19, missões de combate aos incêndios no Pantanal, o resgate de brasileiros durante a guerra na Ucrânia e, mais recentemente, de uma missão de apoio na Bolívia.
O apoio brasileiro, no entanto, não termina com esse primeiro embarque. Segundo o Governo Federal, neste sábado (27), um novo voo da FAB deve partir da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, levando um hospital de campanha. Trata-se de um módulo de trauma especializado no atendimento às vítimas desta primeira etapa dos resgates, ou seja, medicamentos, insumos e uma equipe formada por 48 profissionais da saúde.
Também serão enviados cem purificadores de água movidos a energia solar, cada um com capacidade para produzir até cinco mil litros de água potável por dia. Os equipamentos serão doados à Defesa Civil venezuelana.
A expectativa é que, após a chegada das equipes, seja feita uma avaliação das necessidades mais urgentes para definir o envio de novos reforços e a duração da missão brasileira.
Além do Brasil, a Venezuela também recebeu ajuda humanitária de outros países. A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que México, El Salvador e República Dominicana também enviaram assistência ao país.
Militares brasileiros preparam voo para seguirem em direção à Venezuela para levar ajuda humanitária - Reprodução Larissa Alves/SBT News
Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feiraAeronave decolou de Guarulhos às 13h18 com equipes de SP, MG e PR; nova missão com hospital de campanha está prevista para sair neste sábadoMundo2026-06-26T18:25:58.622ZDeve chegar à Venezuela na noite desta sexta-feira (26) a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que transporta a primeira missão humanitária do Brasil para auxiliar nas operações após os . A bordo estão profissionais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, especializados em busca e resgate em estruturas colapsadas. O voo decolou às 13h18 (horário de Brasília), da base aérea de Cumbica, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A força-tarefa segue no KC-390 Millennium, da FAB, e reúne 44 profissionais: 36 bombeiros — 13 de São Paulo, 13 de Minas Gerais e 10 do Paraná —, quatro integrantes da Defesa Civil Nacional e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). seis cães farejadores, dois de cada estado participante, além de aproximadamente 13 toneladas de equipamentos, materiais de apoio e suprimentos. Entre os itens estão antenas direcionais de alta sensibilidade capazes de localizar sinais de celulares sob os escombros, tecnologia que será usada em conjunto com os cães durante as buscas. Para o diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional e chefe da missão humanitária brasileira, Armin Braun, os próximos dias serão decisivos para localizar sobreviventes. “O nosso objetivo é buscar nesses escombros pessoas com vida. (…) A gente acredita que um trabalho intenso nos próximos cinco dias nossos a gente vai conseguir encontrar pessoas com vida.” Segundo Braun, o rastreamento de sinais de telefones celulares será uma das principais ferramentas da operação. “É possível que haja pessoas para que a gente possa então trabalhar com esses equipamentos de maneira coordenada com os cães, que na sequência vão fazer a busca dessas pessoas e, encontrando algum sinal de pessoa com vida, é ingressar nesses locais (…) e resgatar as pessoas ainda com vida.” Quem comandará a equipe de busca e resgate é a major Daniela Santos de Oliveira, do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Segundo ela, toda a estrutura foi planejada para que os brasileiros consigam atuar sem depender da infraestrutura local. “Os outros cenários nos preparam sempre pra atuar melhor ainda, né? Então a gente tá indo totalmente equipados pra ser autossuficientes. Essa é a palavra-chave quando a gente fala num apoio em outro local pra gente não dar trabalho pra quem tá lá. Então estamos indo pra montar a nossa base de operações e ficar lá o tempo que for necessário.” Mesmo dois após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24), Daniela acredita que ainda há possibilidade de encontrar vítimas com vida. “Nesse momento vamos chegar ainda com chances grandes de encontrar pessoas vivas. Então a nossa expectativa é atuar em cenários em que a gente encontre ainda pessoas vivas.” Ela destaca que, em um cenário de destruição em larga escala, os cães continuam sendo a principal ferramenta para indicar por onde as equipes devem começar o trabalho. “Tem um equipamento, uma ferramenta que é maravilhosa, os cães. Os cães ainda são a melhor ferramenta que a gente tem, porque imaginem num cenário amplo de uma cidade atingida (…) o cão é o nosso nível básico de avaliação (…) eles chegam pra fazer essa setorização, nos dá um norte por onde começar.” A major também comparou o desafio da operação ao enfrentado pelos bombeiros brasileiros durante o terremoto da Turquia. “Eu acho que é um nível máximo de complexidade, igual foi Turquia, porque num cenário desse não tem uma zona que a gente chama de zona fria, ou seja, uma zona que a gente estipula de segura. Toda zona corre o risco de ser atingida por um terremoto.” O comandante da aeronave, major Anderson Dias Santiago, explicou que o KC-390 fará uma parada técnica em Boa Vista, Roraima, para abastecimento antes de seguir para um aeródromo militar em Maracay. A previsão é de cerca de 11 horas até a chegada. “O modal aéreo é um modal que se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Então quando a gente tem problemas de fluxo logístico, o modal aéreo é uma solução. Então é para isso que nós estamos aqui.” Santiago lembra que a tripulação já participou de outras operações humanitárias, como o transporte de oxigênio durante a pandemia da Covid-19, missões de combate aos incêndios no Pantanal, o resgate de brasileiros durante a guerra na Ucrânia e, mais recentemente, de uma missão de apoio na Bolívia. O apoio brasileiro, no entanto, não termina com esse primeiro embarque. Segundo o Governo Federal, neste sábado (27), um novo voo da FAB deve partir da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, levando um hospital de campanha. Trata-se de um módulo de trauma especializado no atendimento às vítimas desta primeira etapa dos resgates, ou seja, medicamentos, insumos e uma equipe formada por 48 profissionais da saúde. Também serão enviados cem purificadores de água movidos a energia solar, cada um com capacidade para produzir até cinco mil litros de água potável por dia. Os equipamentos serão doados à Defesa Civil venezuelana. A expectativa é que, após a chegada das equipes, seja feita uma avaliação das necessidades mais urgentes para definir o envio de novos reforços e a duração da missão brasileira. Além do Brasil, a Venezuela também recebeu ajuda humanitária de outros países. A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que México, El Salvador e República Dominicana também enviaram assistência ao país.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/aviao-da-fab-chega-a-venezuela-na-noite-desta-sexta-feira
Campanha de Flávio vê saldo positivo em vídeo de Michelle
Monitoramento feito com base bolsonarista pela pré-campanha de Flávio indicou saldo positivo para o senador. Vídeo de Michelle é apontado como “traição”
Lula diz que enviará Múcio à Venezuela na próxima semana
Presidente pediu um minuto de silêncio por mortos e feridos durante cerimônia da Marinha em Santa Catarina e disse que país precisa investir mais em defesa
Governo admite discutir apoio a setores na escala 6x1
Ministro diz que PEC é “compatível” com economia do país e afirma que eventual suporte às empresas será discutido durante tramitação da proposta no Senado