Mundo

Atleta da Ucrânia é desclassificado da Olimpíada de Inverno por capacete com fotos de vítimas da guerra

Capacete trazia imagens de atletas ucranianos mortos no conflito; equipe de Vladyslav Heraskevych pretende recorrer da decisão do COI

Avatar de SBT News
Avatar de com informações da Reuters
SBT News, com informações da Reuters
 Vladyslav Heraskevych mostra capacete com imagens de vítimas da guerra na Ucrânia | Reuters/Leonhard Foeger

Vladyslav Heraskevych mostra capacete com imagens de vítimas da guerra na Ucrânia | Reuters/Leonhard Foeger

O atleta de skeleton ucraniano Vladyslav Heraskevych foi desqualificado dos Jogos Olímpicos de Inverno nesta quinta-feira (12) após se recusar a disputar a prova sem o capacete em homenagem a atletas mortos na invasão da Rússia.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O ucraniano de 27 anos vinha treinando na Itália com o capacete mostrando fotos de compatriotas mortos. Ele foi barrado e teve sua credencial retirada minutos antes do início da competição na pista.

“Fui desclassificado da corrida. Não terei meu momento olímpico”, disse Heraskevych, que, de acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), teria violado a regra 50.2 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações políticas nos campos de jogo.

Eles foram mortos, mas sua voz é tão alta que o COI tem medo deles.”, afirmou. A equipe do atleta pretende recorrer da decisão na Corte Arbitral do Esporte.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, chegou a se reunir com o atleta minutos antes da competição, em um último apelo para que ele usasse um capacete neutro. Mas não houve acordo.

“Achei que era muito importante vir aqui e conversar com ele pessoalmente”, disse após a reunião, que durou cerca de 10 minutos. “Ninguém, especialmente eu, discorda da mensagem. É uma mensagem poderosa, é uma mensagem de lembrança, de memória.”

O COI sugeriu alternativas, como o uso de uma faixa preta no braço ou a exibição do capacete antes e depois da corrida.

“Infelizmente, não conseguimos encontrar essa solução. Eu realmente queria vê-lo competir. Foi uma manhã emocionante”, afirmou Coventry. “Trata-se literalmente das regras e regulamentos e, neste caso, temos que ser capazes de manter um ambiente seguro para todos e, infelizmente, isso significa que nenhuma mensagem é permitida.”

Não é a primeira vez que o COI sanciona um atleta por uma mensagem política.

O caso mais conhecido ocorreu nas Olimpíadas de 1968, na Cidade do México, quando os velocistas norte-americanos Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos enluvados de preto durante a cerimônia de medalhas dos 200 metros, em protesto contra a injustiça racial nos Estados Unidos.

Os dois foram expulsos dos Jogos, embora Smith tenha mantido a medalha de ouro e Carlos, a de bronze.

Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a dançarina de break afegã Manizha Talash, integrante da equipe olímpica de refugiados, foi desclassificada após usar uma capa com o slogan “Mulheres afegãs livres” durante uma competição de pré-qualificação.

“Se permitirmos essa expressão a um atleta, isso levará ao caos”, disse o porta-voz do COI, Mark Adams, em coletiva de imprensa.

O Comitê Olímpico da Ucrânia informou que planejava algum tipo de protesto, mas não boicotaria os Jogos.

“Corrigiremos esse erro por meios legais. Vladyslav, você agiu com dignidade. Essa história certamente continuará. Estamos com você”, escreveu o ministro da Juventude e Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, na rede social X.

Membros da equipe ucraniana foram vistos chorando e se abraçando após a decisão.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Últimas notícias

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Ex-primeira-dama aparece à frente na corrida pelo Senado no DF, seguida por Leila Barros, Erika Kokay e Bia Kicis

Datafolha MG: Cleitinho tem 32%; Patrus e Kalil, 12%

O senador do Republicanos aparece com 20 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, que têm 12% das intenções de votos no primeiro turno

Ariana Grande se irrita após Trump usar uma de suas músicas

Equipe do presidente dos EUA usou o hit 'We can't be friends' como pano de fundo em um vídeo publicado no TikTok para atacar mulheres trans

Datafolha DF: Celina tem 30%, Arruda 28% e Grass 11%

Governadora aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador; margem de erro é de três pontos percentuais

Datafolha RJ: Paes tem 41%; Ruas, 19%; Garotinho, 9%

Ex-prefeito do Rio tem vantagem de 22 pontos percentuais sobre presidente da Alerj; já ex-governador Garotinho aguarda definição sobre situação eleitoral

Datafolha: Tarcísio tem 45% contra 27% de Haddad no 1º turno

Governador de São Paulo mantém vantagem sobre ex-ministro também no 2º turno: 54% a 35%