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Ataques de Israel ao Líbano deixam ao menos 254 mortos e mais de mil feridos

Bombardeios israelenses atingem Beirute e outras regiões do país no primeiro dia do cessar-fogo anunciado por Donald Trump

Imagem da noticia Ataques de Israel ao Líbano deixam ao menos 254 mortos e mais de mil feridos
Defesa Civil resgata corpo de vítima dos ataques de Israel a cidade de Sidon | Reprodução/Reuters

Cerca de 1.165 pessoas ficaram feridas, enquanto ao menos 254 morreram nos ataques massivos de Israel ao Líbano nesta quarta-feira (8). Os dados preliminares foram divulgados pela Defesa Civil do país, que continua os atendimentos e resgate das vítimas.

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Em Beirute, capital do país, 92 pessoas foram mortas e 742 ficaram feridas nos bombardeios que atingiram bairros no centro da cidade.

Essa é a rodada de bombardeios mais intensa de Israel contra o Líbano desde o início da guerra entre o Hezbollah e Israel, iniciada no mês passado.

Israel alega que os locais seriam centros de comando da milícia armada e que medidas foram tomadas “para mitigar ao máximo os danos a pessoas não envolvidas”. A informação foi negada pelo primeiro-ministro do Líbano, que acusou o país vizinho de atingir bairros densamente povoados, matando “civis indefesos”.

Segundo uma nota emitida pelo Exército de Israel, foram 100 ataques em 10 minutos. Além de Beirute, subúrbios no sul da cidade também foram atingidos. O número de mortos na região é de 61, com 200 feridos. Enquanto em Aley, no Governadorato do Monte Líbano, 17 pessoas foram mortas e 6 ficaram feridas.

No sul do país, foram registrados ataques israelenses em Nebatiye, com 28 mortos e 59 feridos; Sidon (ou Saida), com 12 mortos e 56 feridos; e Tiro, onde 17 pessoas foram mortas e 68 ficaram feridas.

Baalbeque, no leste do Líbano, e Hermel, no nordeste do país, também foram atacadas por Tel Aviv, totalizando 27 mortos e 34 feridos.

Os números, no entanto, devem aumentar nas próximas horas, com a Cruz Vermelha afirmando que mais de 100 ambulâncias foram empenhadas aos locais atingidos, com hospitais da região sobrecarregados de feridos e mortos.

Os ataques começaram a ser registrados nesta manhã, primeiro dia do acordo de cessar-fogo firmado pelos EUA, Israel e Irã. Teerã, que tinha reaberto o Estreito de Ormuz, voltou a fechar a passagem e ameaçou deixar a trégua, afirmando que Israel teria violado os termos do acordo mediado pelo Paquistão. Israel nega e diz que o Líbano nunca fez parte do acordo de cessar-fogo de duas semanas.

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