100 ataques em 10 minutos: Israel mata dezenas após intensificar bombardeios contra o Líbano
Maioria dos ataques atingiu bairros centrais de Beirute; Tel Aviv alega que nos locais funcionavam centros de comando do Hezbollah



SBT News
com informações da Reuters
Colunas de fumaça tomaram a região central de Beirute nesta quarta-feira (8), após ataques consecutivos de Israel contra a capital do Líbano. Um dos bombardeios, em um bairro movimentado, matou pelo menos 12 pessoas.
O número de mortos, no entanto, deve aumentar nas próximas horas, com a Cruz Vermelha afirmando que mais de 100 ambulâncias foram empenhadas ao local, com hospitais da região lotados de feridos e mortos.
Essa é a rodada de bombardeios mais intensa de Israel contra o Líbano desde o início da guerra entre o Hezbollah e Israel, iniciada no mês passado, segundo uma fonte de segurança libanesa ouvida pela Reuters.
Em nota publicada no X, o primeiro-ministro do Líbano afirmou que Israel está atacando bairros densamente povoados e matando “civis indefesos”. A ação constitui crime de guerra, de acordo com o Direito Humanitário Internacional.
Israel “permanece totalmente indiferente a todos os esforços regionais e internacionais para interromper a guerra — sem mencionar seu total desrespeito aos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou”, disse o primeiro-ministro libanês.
“Todos os amigos do Líbano são convocados a nos ajudar a pôr fim a essas agressões por todos os meios disponíveis”, acrescentou.
Israel confirmou os bombardeios. Em nota, o Exército israelense afirmou que atingiu mais de 100 localidades em 10 minutos. Segundo os militares, os locais seriam centros de comando do Hezbollah e medidas foram tomadas “para mitigar ao máximo os danos a pessoas não envolvidas”.
Poucas horas após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Irã, Estados Unidos e Israel, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Líbano, onde atua o Hezbollah, não faz parte da trégua. A declaração contradiz o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que ajudou a intermediar o acordo e afirmou que os ataques contra o país também seriam interrompidos.








