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Ataque massivo russo deixa 16 mortos e 40 feridos na Ucrânia

Bombardeios atingiram sobretudo a região de Kiev, onde prédios, uma escola e um hospital infantil foram danificados

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Camila Stucaluc
Ataque russo deixa mortos e feridos na Ucrânia | Divulgação/Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia

Ataque russo deixa mortos e feridos na Ucrânia | Divulgação/Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia

A Rússia lançou um novo ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (20). Grande parte dos bombardeios atingiu a região de Kiev, onde armazéns, prédios residenciais e carros foram destruídos. Pelo menos 16 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas.

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“Como resultado de um ataque inimigo massivo a Kiev, foram registrados danos em três distritos da cidade: Sviatoshynskyi, Solomenskyi e Darnytskyi. A liquidação das consequências do ataque continua no terreno. Médicos prestam assistência”, disse o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.

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Segundo ele, armazéns ficaram em chamas em Sviatoshynskyi e Darnytskyi, enquanto uma escola, um hospital infantil e prédios residenciais foram danificados em Solomensky. Os bombardeios também deixaram parte dos distritos sem energia elétrica.

Em meio ao cenário, Klitschko decretou luto oficial na sexta-feira (21). “Neste dia, bandeiras serão arriadas em todos os prédios municipais da cidade em memória das vítimas do ataque massivo inimigo à capital. No dia 21 de agosto, qualquer evento de entretenimento é proibido em Kiev”, disse.

A Rússia vem intensificando os ataques contra a Ucrânia nos últimos meses, chegando a interferir no espaço aéreo de outros países. É o caso da Romênia, por exemplo, que informou que um drone cruzou seu espaço aéreo no norte do país, onde faz fronteira com o território ucraniano. O projétil caiu em uma área desabitada, causando um pequeno incêndio– já extinto.

Na Polônia, o Exército iniciou operações aéreas defensivas. O espaço aéreo do país, que também faz fronteira com a Ucrânia, já foi violado ao menos quatro vezes por drones russos desde o início do conflito.

O aumento das hostilidades russas acontece em meio aos esforços do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para aumentar a pressão do Ocidente sobre Moscou, visando negociar o fim da guerra – iniciada em fevereiro de 2022. O líder ucraniano também vem pedindo repetidamente o reforço dos sistemas de defesa aérea, como o Patriot, produzido nos Estados Unidos.

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