Ataque a tiros no Canadá deixa 3 mortos, incluindo suspeito
Tragédia em bairro judeu de Montreal resultou na morte de um policial e um civil; motivação do crime ainda é desconhecida


Polícia atende ocorrência de ataque a tiros em Montreal, no Canadá | Foto: Reuters - 22.06.2026
Um ataque a tiros em frente a um hotel em um bairro judeu de Montreal, no Canadá, deixou três mortos, incluindo o suspeito, nesta segunda-feira (22). As duas vítimas fatais são um policial e um civil que morava no bairro, o Côte-des-Neiges, na zona oeste da cidade.
Uma policial ficou ferida e foi levada ao hospital em estado crítico, mas não corre risco de morrer, afirmou o chefe de polícia de Montreal, Fady Dagher, em coletiva de imprensa. A Via Expressa Décarie e a estação de metrô próxima ficaram fechadas durante parte do dia.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem vestindo roupas camufladas e equipamento tático escondido atrás de uma pilastra e, em seguida, deitado no chão. As autoridades ainda não confirmaram a autenticidade das imagens, mas elas correspondem ao local e à descrição do incidente.
Dagher afirmou que um cidadão acionou o serviço de emergência policial por volta das 11h35 (horário local; 12h35 em Brasília) após ver o cano de uma arma apontado para fora do hotel Hilton Garden Inn. Ao chegarem ao local da ocorrência, os policiais foram alvejados do lado de fora do estabelecimento.
Testemunhas disseram à mídia local que ouviram dezenas de tiros. Uma delas relatou ter visto um homem caído no chão, ensanguentado.
"Hoje, um dos nossos caiu em combate, cumprindo seu dever, protegendo e servindo", lamentou Dagher. "É um dia muito, muito triste. É um pesadelo", acrescentou ele, ressaltando que esta foi a primeira vez que um policial de Montreal foi morto em serviço desde 2002.
Em relação a rumores de que o suspeito teria enviado um manifestado à imprensa, Dagher não confirmou, mas disse que há "informações semelhantes a esse respeito".
Segundo a polícia, a motivação do crime ainda é desconhecida. O caso será investigado com o apoio do Bureau des enquêtes indépendantes, órgão responsável por apurar mortes de civis durante intervenções policiais.















