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AstraZeneca admite que vacina contra a covid-19 pode causar efeito colateral raro

Ação coletiva movida acusa a gigante farmacêutica por mortes e lesões graves que teriam acontecido após a aplicação do imunizante

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SBT News
30/04/2024, 21:12 • Atualizado em 30/04/2024, 21:21
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Imunizantes da Pfizer, Janssen ou Astrazeneca podem ser utilizadas para o reforço vacinal | Agência Brasil

Imunizantes da Pfizer, Janssen ou Astrazeneca podem ser utilizadas para o reforço vacinal | Agência Brasil

A AstraZeneca admitiu pela primeira vez, em documentos judiciais, que sua vacina contra a covid-19, pode causar um efeito colateral raro, segundo o jornal britânico The Telegraph.

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Uma ação coletiva movida por 51 famílias, no Tribunal Superior inglês, acusa a gigante farmacêutica por mortes e lesões graves que teriam acontecido após a aplicação da vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. As vítimas e parentes buscam indenizações de até 100 milhões de libras (cerca de R$ 650 milhões na cotação atual).

A AstraZeneca contesta as alegações, mas admitiu, em um documento legal apresentado ao Tribunal Superior em fevereiro, que o imunizante "pode, em casos muito raros, causar TTS".

"Além disso, o TTS também pode ocorrer na ausência da vacina AZ (ou de qualquer vacina). A causalidade em qualquer caso individual será uma questão para evidências especializadas", continuou.

TTS é a sigla para Síndrome de Trombose com Trombocitopenia, doença que causa coágulos sanguíneos e uma contagem baixa de plaquetas sanguíneas nas pessoas.

Sarah Moore, sócia do escritório de advocacia Leigh Day, responsável pelas reivindicações legais, afirma que "levou um ano para a AstraZeneca admitir formalmente que sua vacina pode causar os devastadores coágulos sanguíneos, quando esse fato foi amplamente aceito pela comunidade clínica desde o final de 2021".

"Nesse contexto, infelizmente parece que a AZ, o governo e seus advogados estão mais interessados em jogar jogos estratégicos e acumular honorários legais do que em lidar seriamente com o impacto devastador que sua vacina AZ teve nas vidas de nossos clientes", completou.

Em comunicado, a AstraZeneca disse: "nossas condolências vão para qualquer pessoa que tenha perdido entes queridos ou relatado problemas de saúde. A segurança do paciente é nossa maior prioridade, e as autoridades reguladoras têm padrões claros e rigorosos para garantir o uso seguro de todos os medicamentos, incluindo vacinas".

"A partir do corpo de evidências em ensaios clínicos e dados do mundo real, a vacina AstraZeneca-Oxford continuou a mostrar um perfil de segurança aceitável e os reguladores ao redor do mundo consistentemente afirmam que os benefícios da vacinação superam os riscos de efeitos colaterais potenciais extremamente raros", continuou.

A farmacêutica afirmou ainda que as informações do produto relacionadas à vacina foram atualizadas em abril de 2021, com a aprovação do regulador do Reino Unido, para incluir "a possibilidade de que a vacina AstraZeneca-Oxford seja capaz, em casos muito raros, de ser um gatilho para" TTS.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a vacina era "segura e eficaz para todos os indivíduos com 18 anos ou mais" e o efeito adverso que provocou a ação legal era "muito raro".

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