Aeroporto em NY é reaberto após colisão, mas vai operar com capacidade reduzida 'por algum tempo', diz secretário
Batida entre avião da Air Canada Express e um caminhão de bombeiros deixou dois mortos e 41 feridos no último final de semana

Sofia Pilagallo
O Aeroporto LaGuardia, em Nova York, foi reaberto nesta segunda-feira (23), um dia após a colisão que deixou dois mortos e 41 feridos, mas vai operar com capacidade reduzida "por algum tempo", informou o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy. O acidente envolveu um avião da Air Canada Express e um caminhão de bombeiros na pista.
A colisão ocorreu no domingo (22), por volta das 23h40 (horário local; 22h40 em Brasília), quando o caminhão pediu permissão para cruzar a pista. Um áudio, registrado pelo serviço de escuta de aeroportos Live ATC, mostrou que a torre de comando fez diversos alertas ao motorista do caminhão para que parasse o veículo.
A pista onde ocorreu a colisão vai ficar fechada até, pelo menos, sexta-feira (27), acrescentou o secretário. Em entrevista coletiva concedida no LaGuardia, ele rebateu críticas de que o aeroporto enfrenta um déficit de funcionários, uma reclamação comum no setor aéreo dos Estados Unidos.
"O objetivo deste aeroporto é ter 37 controladores de tráfego aéreo. Atualmente, temos 33 controladores certificados e empregados no LaGuardia, além de sete em treinamento. Portanto, considerando os padrões do nosso aeroporto, o LaGuardia tem um quadro de pessoal muito bom", afirmou.
"La Guardia é um aeroporto com boa equipe. Embora tenhamos algumas carências, eu estava me referindo especificamente aos recursos financeiros necessários para a modernização tecnológica. Há todo um conjunto de tecnologias que queremos implementar e que facilitarão muito o trabalho do controle de tráfego aéreo", acrescentou.
Por ora, não há confirmação da ligação entre o déficit de funcionários no LaGuardia e a colisão envolvendo o avião da Air Canada Express — as causas do acidente seguem em investigação. Apesar disso, os aeroportos dos EUA vêm sofrendo há meses com número reduzido de funcionários.
O problema está ligado principalmente a paralisações do governo (shutdowns), falta de financiamento federal e atrasos nos pagamentos. Durante o feriado de Spring Break, filas de até 3 horas na segurança e na imigração foram registradas em grandes aeroportos nas cidades de Atlanta, Houston e Nova Orleans.








