Justiça

Vieira pede à PGR arquivamento de ação de Gilmar que solicita investigação por abuso de autoridade

Senador afirma que relatório da CPI do Crime Organizado não gerou indiciamento e resulta de atuação parlamentar protegida por imunidade

Avatar de Basília Rodrigues
Avatar de Soane Guerreiro
Avatar de Jessica Cardoso
Basília Rodrigues , Soane Guerreiro, Jessica Cardoso
17/04/2026, 01:29 • Atualizado em 17/04/2026, 01:29
compartilhar
O senador Alessandro Vieira | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu nesta quinta-feira (16) à Procuradoria-Geral da República (PGR) o arquivamento da representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que solicitou investigação por abuso de autoridade contra o parlamentar após atuação na CPI do Crime Organizado.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) entrou com a ação após Vieira apresentar seu relatório na CPI. O documento, rejeitado pelo colegiado, pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No ofício enviado nesta quinta (16), a defesa do senador sustenta que a elaboração do relatório é “penalmente atípica” e não atende aos requisitos da Lei de Abuso de Autoridade, além de estar protegida pela imunidade parlamentar. O texto também afirma que o episódio se resume a uma divergência jurídica sobre os limites de atuação de uma CPI, o que não pode ser criminalizado.

Como argumento, Vieira recorre a decisões do próprio Gilmar Mendes no STF para sustentar que parlamentares não podem ser responsabilizados por manifestações feitas no exercício do mandato.

Em um dos precedentes citados, o ministro afirma que “não cabe sequer indagar se o fato, objetivamente, poderia ser considerado crime”. Em outro, registra que “foge à sindicabilidade do Poder Judiciário a apreciação da responsabilidade de parlamentares pelos conteúdos” produzidos em CPIs.

A defesa também alega que não houve ato concreto que justificasse a investigação, já que a proposta de relatório foi rejeitada pela comissão e não resultou em indiciamento formal.

Outro ponto levantado é a ausência de intenção específica de prejudicar alguém, exigência prevista na legislação para caracterizar abuso de autoridade. Segundo o texto, o relatório foi resultado de meses de investigação, com reuniões, depoimentos e análise de provas, o que afastaria a hipótese de atuação por interesse pessoal.

O ofício também aponta possível conflito de interesses na representação. Gilmar Mendes figura como autor do pedido e como suposto ofendido, enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável por analisar o caso, também foi incluído na proposta de indiciamento rejeitada.

“A mera possibilidade de que um Ministro do Supremo Tribunal Federal possa representar criminalmente contra o Relator de CPI que ousou incluí-lo em proposta de relatório final — proposta que sequer foi aprovada — envia mensagem inequívoca de constrangimento ao Poder Legislativo e à atividade fiscalizatória do Parlamento”, afirma o documento.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Idoso é salvo por mulher segundos antes da passagem de trem

Idoso é salvo por mulher segundos antes da passagem de trem

Imagem da notícia: Falso médico é preso por morte após abortos clandestinos

Falso médico é preso por morte após abortos clandestinos

Imagem da notícia: Idosa morre após ambulância bater em poste em São Paulo

Idosa morre após ambulância bater em poste em São Paulo

Imagem da notícia: Ponte nova de R$ 36 milhões desaba no interior do Acre

Ponte nova de R$ 36 milhões desaba no interior do Acre

Imagem da notícia: Idoso é salvo por mulher segundos antes da passagem de trem

Idoso é salvo por mulher segundos antes da passagem de trem

Imagem da notícia: Falso médico é preso por morte após abortos clandestinos

Falso médico é preso por morte após abortos clandestinos

Imagem da notícia: Idosa morre após ambulância bater em poste em São Paulo

Idosa morre após ambulância bater em poste em São Paulo

Imagem da notícia: Ponte nova de R$ 36 milhões desaba no interior do Acre

Ponte nova de R$ 36 milhões desaba no interior do Acre

Últimas notícias

EUA atacam radares no Irã e abatem drones em Ormuz

Washington diz que aeronaves lançadas pelo Teerã ameaçavam tráfego marítimo no estreito

Fifa libera entrada com garrafa de água nos estádios da Copa

Torcedores da Copa do Mundo podem levar uma garrafa de água lacrada para os estádios, diz Fifa

Governo prorroga prazo de inscrição do Enem 2026

Estudantes e egressos ganham mais uma semana para garantir participação no principal exame de acesso ao ensino superior do país

Defesa de Robinho tenta facilitar progressão de pena

Advogados pedem que STF afaste regra de crime hediondo em condenação por estupro na Itália

Dezenas de pessoas morrem de sede no deserto do Saara

Tragédia ocorreu após caminhão que transportava cidadãos nigerianos quebrar em uma área remota perto das fronteiras do Mali e da Argélia

Lula sanciona Lei que garante renovação automática da CNH

Legislação alcança apenas os bons condutores, sem infrações nos últimos 12 meses