TCU inclui Correios em lista de alto risco fiscal e de gestão
Estatal teve prejuízo bilionário em 2025; Corte aponta para aumento acelerado de despesas administrativas e gastos com precatórios


Caio Barcellos
O Tribunal de Contas da União (TCU) incluiu a situação financeira dos Correios na Lista de Alto Risco, que reúne situações consideradas críticas sob o ponto de vista fiscal e institucional.
Em acórdão aprovado nesta quarta-feira (8), a Corte chama atenção para o prejuízo de R$ 4,4 bilhões no 1º semestre de 2025, valor superior ao prejuízo acumulado em todo o ano de 2024 (R$ 2,6 bilhões).
Segundo o Tribunal, há “risco de insustentabilidade econômico-financeira dos Correios a longo prazo”, que podem comprometer tanto as contas públicas quanto a prestação do serviço postal
Entre os pontos levantados estão o aumento acelerado de despesas administrativas e financeiras - de R$ 1,2 bilhão para R$ 3,4 bilhões e R$ 3 milhões para R$ 673 milhões em um intervalo de 12 meses, respectivamente.
Também são citados a expansão de 512% em gastos com precatórios no período e "possíveis falhas de governança, omissões gerenciais [...] e ausência de mecanismos de contenção de gasto".
“A inclusão do tema na LAR [Lista de Alto Risco] impõe monitoramento prioritário e intensivo, estruturado em eixos como desempenho financeiro, gestão de pessoal e eficiência operacional, visando mitigar riscos de fraude, desperdício e má gestão”, diz o documento.
A análise foi enviada ao Congresso após pedido de deputados por explicações sobre o desempenho da estatal.









