STF retoma nesta semana julgamento sobre porte de drogas para consumo pessoal
Cinco ministros já votaram a favor da descriminalização do porte de maconha; caso tem repercussão nacional
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Camila Stucaluc
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, na quarta-feira (6), o julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. A análise será retomada com o voto do ministro André Mendonça, que pediu vista do caso em agosto do ano passado.
A ação questiona o artigo 28 da Lei de Drogas, que considera crime a compra, guarda ou transporte de drogas para uso pessoal. O STF começou a debater o tema em 2015, mas parou após pedido de vista do então ministro Teori Zavascki. Em 2017, o magistrado morreu em um acidente aéreo e a ação foi repassada ao ministro Alexandre de Moraes.
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Como o caso tem repercussão nacional, o que for decidido na Corte impactará todas as ações relacionadas ao tema que tramitam no país. Até o momento, votaram a favor da descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
No voto, Barroso ressaltou que o STF não está descriminalizando a maconha, mas impondo parâmetros para o porte. “O que temos discutido aqui, que também é uma discussão mal compreendida, é qual a quantidade de maconha que distingue o usuário do traficante. Se não definirmos isso, quem fará é o policial no momento do flagrante”, disse.
O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, votou contra, alegando que a medida retiraria do mundo jurídico os únicos parâmetros objetivos existentes para diferenciar usuário do traficante. Ele sugeriu, contudo, a fixação, como parâmetro adicional para configuração de usuário da substância, a quantidade de 25 gramas ou seis plantas fêmeas.
Atualmente, apesar de ser considerado crime, o porte de drogas para consumo próprio não resulta em prisão. Segundo a legislação, os processos correm em juizados especiais e as punições aplicadas envolvem advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. Com a descriminalização, as punições seriam suspensas.
STF retoma nesta semana julgamento sobre porte de drogas para consumo pessoalCinco ministros já votaram a favor da descriminalização do porte de maconha; caso tem repercussão nacionalJustiça2024-03-04T10:28:39.253ZO Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, na quarta-feira (6), o julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. A análise será retomada com o voto do ministro André Mendonça, que pediu vista do caso em agosto do ano passado. A ação questiona o artigo 28 da Lei de Drogas, que considera crime a compra, guarda ou transporte de drogas para uso pessoal. O STF começou a debater o tema em 2015, mas parou após pedido de vista do então ministro Teori Zavascki. Em 2017, o magistrado morreu em um acidente aéreo e a ação foi repassada ao ministro Alexandre de Moraes. Como o caso tem repercussão nacional, o que for decidido na Corte impactará todas as ações relacionadas ao tema que tramitam no país. Até o momento, votaram a favor da descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. No voto, Barroso ressaltou que o STF não está descriminalizando a maconha, mas impondo parâmetros para o porte. “O que temos discutido aqui, que também é uma discussão mal compreendida, é qual a quantidade de maconha que distingue o usuário do traficante. Se não definirmos isso, quem fará é o policial no momento do flagrante”, disse. O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, votou contra, alegando que a medida retiraria do mundo jurídico os únicos parâmetros objetivos existentes para diferenciar usuário do traficante. Ele sugeriu, contudo, a fixação, como parâmetro adicional para configuração de usuário da substância, a quantidade de 25 gramas ou seis plantas fêmeas. Atualmente, apesar de ser considerado crime, o porte de drogas para consumo próprio não resulta em prisão. Segundo a legislação, os processos correm em juizados especiais e as punições aplicadas envolvem advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. Com a descriminalização, as punições seriam suspensas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/stf-retoma-nesta-semana-julgamento-sobre-porte-de-drogas-para-consumo-pessoal
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