PGR se manifestou pelas prisões preventivas de ex-presidente do BRB e advogado
André Mendonça diz que decisão foi na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República


José Matheus Santos
A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente às prisões do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro.
As prisões foram efetivadas nesta quinta-feira (16) por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A quarta fase da operação Compliance Zero, relacionada ao caso Master, investiga transferências que chegam a cerca de R$ 146,5 milhões de propina por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A decisão de André Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal e, de acordo com André Mendonça, aconteceu "na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República".
"Para garantia da ordem econômica, por conveniência da instrução e para assegurar a aplicação da lei penal, acolhendo o pedido da Polícia Federal e na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS INVESTIGADOS: (i) PAULO HENRIQUE BEZERRA RODRIGUES COSTA; e (ii) DANIEL LOPES MONTEIRO", escreveu Mendonça.
Em março, ao decretar a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, André Mendonça classificou como lamentável a PGR ter dito que não viu urgência e ter pedido mais prazo para se manifestar sobre a terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada na ocasião.
Dias depois, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, divulgou uma nota em resposta e disse que "os fatos – mesmo os mais graves — não podem deixar, por exemplo, de ser situados no tempo, até mesmo para que os pressupostos das medidas requeridas sejam avaliados em boa técnica".








