O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da defesa de Jair Bolsonaro (PL) durante depoimento à Polícia Civil. A oitiva, agendada para esta terça-feira (23), apura a apreensão de uma pistola registrada no nome do ex-presidente.
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O depoimento está marcado para às 15h, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Além de acompanhar a oitiva, os advogados poderão chegar uma hora antes ao local, às 14h, para preparar o ex-presidente.
A decisão de Moraes atende ao pedido da defesa, que havia solicitado a flexibilização das regras de visitação. Pelas normas da prisão domiciliar cumprida por Bolsonaro, advogados podem visitar o ex-presidente diariamente, entre 8h20 e 18h, mas com encontro limitado a 30 minutos.
Para depoimento, a defesa argumentou que um encontro sem limite de tempo era necessário para "viabilizar a adequada orientação jurídica e a preparação". “A medida se revela indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa, permitindo a necessária interlocução entre o custodiado e seus patronos antes da realização do ato.”
A Polícia Civil pediu para ouvir Bolsonaro após agentes apreenderem uma pistola Glock calibre 9 mm no nome do ex-presidente. A ação ocorreu no dia 15 de junho, quando um carro foi parado durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga (DF).
Na abordagem, o motorista, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), disse que a pistola era de sua propriedade. Depois, admitiu que o armamento pertencia ao ex-presidente.
Segundo os advogados, uma peça do armamento havia sido retirada, impedindo o funcionamento do sistema de disparo. A defesa informou ainda que Bolsonaro percebeu a falha ao manusear a pistola em casa e, por isso, entregou o equipamento ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar o problema.
Prisão domiciliar
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, por decisão do STF. A medida atende a uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a necessidade de acompanhamento do estado de saúde do ex-presidente.
Apesar da autorização, a Corte estabeleceu uma série de medidas cautelares, como visitas restritas e a proibição do uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. O ex-presidente também não poderá utilizar redes sociais nem gravar vídeos ou áudios, mesmo por intermédio de terceiros.
Moraes permite defesa de Bolsonaro em depoimentoAdvogados também poderão fazer "reunião preparatória" uma hora antes da oitivaJustiça2026-06-23T10:19:23.991ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da defesa de Jair Bolsonaro (PL) durante depoimento à Polícia Civil. A oitiva, agendada para esta terça-feira (23), . O depoimento está marcado para às 15h, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Além de acompanhar a oitiva, os advogados poderão chegar uma hora antes ao local, às 14h, para preparar o ex-presidente. A decisão de Moraes atende ao pedido da defesa, que havia solicitado a flexibilização das regras de visitação. Pelas normas da prisão domiciliar cumprida por Bolsonaro, advogados podem visitar o ex-presidente diariamente, entre 8h20 e 18h, mas com encontro limitado a 30 minutos. Para depoimento, a defesa argumentou que um encontro sem limite de tempo era necessário para "viabilizar a adequada orientação jurídica e a preparação". “A medida se revela indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa, permitindo a necessária interlocução entre o custodiado e seus patronos antes da realização do ato.” A Polícia Civil pediu para ouvir Bolsonaro após agentes apreenderem uma pistola Glock calibre 9 mm no nome do ex-presidente. A ação ocorreu no dia 15 de junho, quando um carro foi parado durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). Na abordagem, o motorista, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), disse que a pistola era de sua propriedade. Depois, admitiu que o armamento pertencia ao ex-presidente. Em resposta ao STF, a e havia sido inutilizada por precaução, já que o ex-presidente faz uso de medicações psiquiátricas que podem afetar sua cognição. Segundo os advogados, uma peça do armamento havia sido retirada, impedindo o funcionamento do sistema de disparo. A defesa informou ainda que Bolsonaro percebeu a falha ao manusear a pistola em casa e, por isso, entregou o equipamento ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar o problema. Prisão domiciliar Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, , por decisão do STF. A medida atende a uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a necessidade de acompanhamento do estado de saúde do ex-presidente. Apesar da autorização, a Corte estabeleceu uma série de medidas cautelares, como visitas restritas e a proibição do uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. O ex-presidente também não poderá utilizar redes sociais nem gravar vídeos ou áudios, mesmo por intermédio de terceiros.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/moraes-permite-defesa-de-bolsonaro-em-depoimento-sobre-arma
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