Justiça

Ministério Público pede novo teste para avaliar progressão de regime de Alexandre Nardoni

Pedido enviado à Justiça foi motivado por possíveis traços de transtorno de personalidade

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Vithor Laureano
25/04/2024, 17:25 • Atualizado em 25/04/2024, 17:25
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Ministério Público pede novo teste para avaliar progressão de regime de Alexandre Nardoni

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) enviou um pedido à Justiça, nesta quinta-feira (25), solicitando a realização de um novo teste para avaliar a progressão de Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha, para o regime aberto. O pedido foi motivado pela identificação de possíveis traços de transtorno de personalidade durante o último teste realizado.

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De acordo com a manifestação do MPSP, os elementos identificados suscitam dúvidas sobre a capacidade de Nardoni ser reintegrado de forma segura à sociedade. O documento foi prolatado junto ao Departamento Estadual de Execuções Criminais (DEECRIM) da 9ª Região Administrativa Judiciária, com sede em São José dos Campos.

O promotor responsável pelo caso destacou que Nardoni não assumiu a responsabilidade pela morte da filha, apesar da farta comprovação do crime. Segundo o MPSP, essa postura indica uma falta de absorção da terapêutica penal. Além disso, foi considerada a posição anterior da 3ª Promotoria de Justiça Execuções Criminais de Taubaté, que se posicionou contra a concessão da progressão para o regime aberto.

"Isso indica, sem dúvida, que ele não absorveu a terapêutica penal a contento", afirmou o promotor na manifestação.

O MPSP enfatizou que o pedido de progressão de Nardoni "merece nova análise, porém mais aprofundada, a fim de que a presença do necessário requisito subjetivo seja aferida de forma concreta e correta". A análise detalhada visa garantir que qualquer decisão sobre a progressão seja tomada de maneira completa e adequada.

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Recentemente, a 3ª Promotoria de Justiça Execuções Criminais de Taubaté já havia se posicionado contra a concessão da progressão para o regime aberto para o condenado. O caso agora aguarda a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Relembre o caso

O crime ocorreu na noite de 29 de março de 2008, e o corpo de Isabella Nardoni foi encontrado no jardim de um edifício na zona norte de São Paulo (SP), onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, a madrasta, Anna Carolina Jatobá, e os dois filhos do casal.

Os resultados da perícia apontaram que a menina foi arremessada de uma janela do apartamento, no sexto andar. Alexandre e Anna Carolina foram formalmente acusados e processados pelo crime. Anna Carolina, sentenciada a 26 anos, teve a pena convertida para o regime aberto em 2023. Apesar da dor da perda, Ana Carolina conseguiu reconstruir sua vida. Ela teve dois filhos após o trágico evento, um menino e uma menina, atualmente com 8 e 4 anos de idade, respectivamente.

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