Justiça

Gilmar Mendes sai em defesa do inquérito das fake news e ironiza Sergio Moro

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, disse que o decano falou em nome do tribunal no início das comemorações dos 135 anos da Corte

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Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal | Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes sinalizou que o inquérito das fake news, instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019, e que é alvo de críticas, deve continuar aberto e sem prazo para conclusão.

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O decano disse que não sabe o que teria ocorrido no Brasil se o Supremo não tivesse aberto essa investigação, durante o início do governo Bolsonaro, e reconheceu que, à época, foi uma decisão difícil tomada pelo então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. As declarações do ministro foram feitas depois que a OAB entrou com um pedido para que o inquérito das fake news seja concluído.

Alexandre de Moraes usou esse inquérito para fazer busca e apreensão em endereços de servidores da Receita Federal, na semana passada, depois que dados sigilosos de familiares de integrantes da Corte foram vazados. O ministro ressaltou que, desde o início, apoia a abertura do inquérito das fake news.

Gilmar Mendes disse que quem está criticando as ações de Moraes e o uso do inquérito como uma espécie de “muleta” são os mesmos que elogiaram decisões da operação Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, que foi flagrado em conversas vazadas, acertando com procuradores do Ministério Público perguntas que deveriam ser feitas para os réus e decisões que seriam tomadas.

O decano ironizou o hoje senador Moro dizendo que ele precisava ter o apoio de jornalistas para escrever as decisões porque não sabe se a palavra tigela se escreve com “G” ou “J”.

Gilmar afirmou ainda que o tribunal não está livre de críticas, mas ponderou que há uma ação coordenada de setores da sociedade para expor o Supremo de forma leviana. O decano citou o ex-ministro Celso de Mello para sustentar que a Corte é isenta nas suas decisões e disse que aposta que a instituição seguirá passando por todas essas “inclemências passageiras”.

Depois da manifestação de Gilmar Mendes, Edson Fachin, presidente da Corte, fez questão de elogiar o colega e destacou que as palavras do decano representavam todos os integrantes do Supremo.

O STF ganhou o foco do noticiário depois que o ministro Dias Toffoli admitiu ter feito negócios com Daniel Vorcaro, empresário investigado por fraude bilionária no sistema financeiro.

A confissão de Toffoli aconteceu depois que a PF entregou a Fachin cópia de um relatório com conversas entre o ministro e o investigado no esquema que desviou dinheiro de fundos de aposentadoria de servidores públicos e de empréstimos consignados de aposentados.

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