Mundo

Orbán admite derrota para Magyar nas eleições na Hungria

Presidente desde 2010, primeiro-ministro ligou para o líder da oposição para parabenizar pela vitória

• Atualizado em

O primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu a derrota na tentativa de reeleição como primeiro-ministro da Hungria. O pleito, realizado neste domingo (12), registrou recorde de comparecimento dos eleitores e marca o fim da passagem do líder da extrema-direita após 16 anos no cargo.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

"Queridos amigos, o resultado da eleição, embora ainda não esteja completo, é compreensível e claro. O resultado da eleição é doloroso para nós. Mas está claro. A responsabilidade e a oportunidade de governar não nos foram dadas. Parabéns à chapa vencedora", afirmou em discurso após o fechamento das urnas.

"O que esse resultado eleitoral significa para o destino de nosso país e da nação, e qual é o significado mais profundo ou superior disso. Não sabemos disso agora. O tempo decidirá isso. Mas não importa o que aconteça, também serviremos nosso país e a nação húngara contra a oposição. Vivemos anos difíceis e fáceis, lindos e tristes, mas uma coisa todo mundo sabe. Nesta sala e em todo o país, não vamos desistir. Nunca, nunca, nunca, mas nunca desistimos."

Nas redes sociais, o candidato da oposição, Peter Magyar, agradeceu o apoio dos eleitores e afirmou que recebeu uma ligação de Orbán. "O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de nos parabenizar por telefone pela nossa vitória."

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, também se pronunciou nas redes sociais: "A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país retoma o seu caminho europeu. A União fortalece-se."

Quem é Peter Magyar

Peter Magyar ganhou projeção nacional em 2024 após romper a aliança política com o governo. Empresário e advogado, ele se tornou conhecido ao denunciar supostos esquemas de corrupção e o que classificou como uma "máquina centralizada de propaganda" sob o governo de Orbán.

O movimento ganhou força após a divulgação de uma gravação envolvendo sua então esposa, a ex-ministra da Justiça Judit Varga, que detalhava tentativas de interferência em investigações, episódio que impulsionou protestos e colocou pressão sobre o governo.

Magyar assumiu a liderança do partido Tisza e rapidamente se consolidou como principal nome da oposição, apostando em uma campanha de base, com forte presença em cidades do interior e diálogo com diferentes grupos sociais. Em poucos meses, saiu do anonimato para obter um resultado expressivo nas eleições europeias de 2024 e liderar grandes manifestações contra Orbán.

Assuntos relacionados

Hungria
Viktor Orbán
Eleições

Últimas Notícias