Ação para anular condenação de Bolsonaro gera racha entre advogados do ex-presidente
Pedido de revisão criminal foi apresentado no último dia 8; aliados veem influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Marcela Mattos, Amanda Klein
Bolsonaro já esteve em prisão domiciliar, antes da condenação no STF, em agosto | Adriano Machado/Reuters
O pedido de revisão criminal ingressado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) na última sexta-feira (8) não teve a concordância entre toda a equipe de advogados do ex-presidente e acabou gerando um racha interno entre os juristas.
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A peça também traz questionamentos ao relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que ele cometeu violações legais durante o processo. Todos esses pontos, no entanto, já tinham sido levantados - e rejeitados - durante o julgamento no STF. A revisão criminal pressupõe a constatação de erros judiciários ou a comprovação de inocência.
A peça foi apresentada por Marcelo Bessa, advogado que há anos presta serviços ao PL e que já tinha atuado na defesa do ex-presidente no processo da trama golpista. O criminalista obteve uma procuração de Bolsonaro no dia 28 de abril.
De acordo com pessoas próximas aos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que compõem a banca do ex-presidente, Bessa sequer teria informado previamente sobre a ação.
Advogado Marcelo Bessa | Divulgação
Internamente, os advogados sinalizaram não concordar com a revisão criminal porque não houve nenhum fato novo. O receio é que a medida seja vista como uma mera provocação ao ministro Alexandre de Moraes, já que a revisão criminal tem de ser julgada por um ministro de outra turma.
O SBT News conversou com outros advogados de condenados na trama golpista, que também avaliaram que a ação seria descabida e que pode ensejar um precedente para negativas futuras.
Pessoas que acompanharam o caso apontam para uma influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na atuação do advogado Marcelo Bessa.
Interlocutores da ex-primeira-dama, no entanto, negam essa versão e afirmam que Michelle Bolsonaro não se envolve em questões jurídicas. Procurado, o advogado Marcelo Bessa disse que não ia comentar.
Michelle Bolsonaro | Reprodução/redes sociais
Ação para anular condenação de Bolsonaro gera racha entre advogados do ex-presidentePedido de revisão criminal foi apresentado no último dia 8; aliados veem influência da ex-primeira-dama Michelle BolsonaroJustiça2026-05-15T13:28:15.737ZO pedido de revisão criminal ingressado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) na última sexta-feira (8) não teve a concordância entre toda a equipe de advogados do ex-presidente e acabou gerando um racha interno entre os juristas. A ação, na prática Entre outros pontos, a defesa afirmou que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, e não pela Primeira Turma, e citou que houve irregularidades na delação do tenente-coronel Mauro Cid. A peça também traz questionamentos ao relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que ele cometeu violações legais durante o processo. Todos esses pontos, no entanto, já tinham sido levantados - e rejeitados - durante o julgamento no STF. A revisão criminal pressupõe a constatação de erros judiciários ou a comprovação de inocência. A peça foi apresentada por Marcelo Bessa, advogado que há anos presta serviços ao PL e que já tinha atuado na defesa do ex-presidente no processo da trama golpista. O criminalista obteve uma procuração de Bolsonaro no dia 28 de abril. De acordo com pessoas próximas aos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que compõem a banca do ex-presidente, Bessa sequer teria informado previamente sobre a ação. Internamente, os advogados sinalizaram não concordar com a revisão criminal porque não houve nenhum fato novo. O receio é que a medida seja vista como uma mera provocação ao ministro Alexandre de Moraes, já que a revisão criminal tem de ser julgada por um ministro de outra turma. O SBT News conversou com outros advogados de condenados na trama golpista, que também avaliaram que a ação seria descabida e que pode ensejar um precedente para negativas futuras. Pessoas que acompanharam o caso apontam para uma influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na atuação do advogado Marcelo Bessa. Segundo essas fontes, Michelle teria demonstrado insatisfação com a atual banca do ex-presidente quando para conseguir que o marido fosse transferido inicialmente para a Papudinha e, depois, para o regime domiciliar. Interlocutores da ex-primeira-dama, no entanto, negam essa versão e afirmam que Michelle Bolsonaro não se envolve em questões jurídicas. Procurado, o advogado Marcelo Bessa disse que não ia comentar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/acao-para-anular-condenacao-de-bolsonaro-gera-racha-entre-advogados-do-ex-presidente