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"Responsabilidade política é indiscutível", diz Dino sobre atos do dia 8

Para o ministro da Justiça, Bolsonaro instigou manifestantes ao propagar discurso de ódio

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Responsabilidade política é indiscutível, diz Dino sobre atos do dia 8
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Para o ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Flávio Dino, a responsabilidade política dos atos golpistas que ocorreram no dia 8 de janeiro, em Brasília, é "indiscutível". Em entrevista ao programa Perspectivas, do SBT News, Dino afirmou que a destruição dos prédios dos Três Poderes foi resultado do discurso de ódio propagado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durantes seus quatro anos de governo. 

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"Tenho sublinhado que a responsabilidade política é indiscutível, uma vez que havia um discurso político veiculado durante anos, por exemplo contra o Supremo, contra os ministros do Supremo. E esse discurso de ódio se materializou no dia 8", disse o ministro.

"Nós vimos cadeiras sendo destruídas, mas alguém tem ódio de uma cadeira? É exótico, as pessoas estavam com ódio de quem senta na cadeira. E quem instigou? Infelizmente, esse diário confessado pelo ex-presidente da República", acrescentou. 

Dino afirmou acreditar que, por esse motivo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro passe à condição de investigado no inquérito que apura os atos golpistas.

"Objetivamente hoje, independentemente da responsabilidade política, que é inequívoca, na esfera da responsabilidade jurídica ele está na condição de investigado exatamente porque teria instigado, animado. Inclusive, após o evento, ele teria postado um vídeo com esse teor [golpista]", disse Dino. 

O vídeo citado pelo ministro se trata de postagem feita pelo ex-presidente na noite de 3ª feira (10.jan). O vídeo tinha alegações falsas sobre o processo eleitoral e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República. A publicação foi apagada horas depois.

Nas redes sociais, a postagem foi entendida como um aceno aos golpistas que atacaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a sede do Supremo Tribunal Federal. A teoria conspiratória presente no vídeo é uma das narrativas mais comuns entre os bolsonaristas que questionam o resultado das eleições e atacam o Estado Democrático de Direito.

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