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Lula anuncia Haddad na Fazenda: "Sabe da responsabilidade que tem"

Presidente eleito afirma esperar que ex-prefeito ajude na tramitação da PEC da Transição

Lula anuncia Haddad na Fazenda: "Sabe da responsabilidade que tem"
Lula anuncia Haddad na Fazenda: Sabe da responsabilidade que tem
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Confirmado nesta 6ª feira (9.dez) para o comando do Ministério da Fazenda no governo Lula, Fernando Haddad (PT) afirmou que já começou a sondar nomes para o secretariado da pasta, mas sinalizou que o anúncio ainda não será feito de imediato. A indicação de Haddad e dos primeiros ocupantes do primeiro escalão da Esplanada foi feita hoje pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição em Brasília (DF). 

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Após o anúncio, Haddad disse que a definição dos nomes dos secretários do Ministério ficará para depois da diplomação do presidente eleito, marcada para o próximo dia 12, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não fiz convites formais ainda mas eu já sondei muita gente", afirmou o futuro ministro aos jornalistas. "Tenho que ter uma equipe plural, que vai depender muito da escolha do presidente da pasta do Planejamento. Eu preciso combinar com o ministro do Planejamento para a gente ter uma equipe coesa", acrescentou.

Durante a divulgação, Lula afirmou que Haddad sabe da responsabilidade que ele tem no cargo, que é responsável pela condução da política econômica do país. "Espero que o Haddad fale do mercado, mas fale do problema social, que o povo brasileiro precisa", disse. A pasta deixará de se chamar Ministério da Economia, e será desmembrada em pelo menos três ministérios -- Fazenda, Planejamento, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O presidente eleito já vinha dando sinais de que indicaria o ex-prefeito para o cargo.  Havia grande expectativa em torno do anúncio de quem iria comandar do Ministério da Fazenda, por conta das sinalizações da política econômica que será adotada pelo futuro governo em meio à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição, que retira recursos do teto de gastos para permitir o pagamento de programas sociais. O mercado financeiro receia que haja um aumento dos gastos públicos na administração petista.

O presidente eleito disse esperar que Haddad ajude nas negociações para aprovação da proposta, que já foi aprovada no Senado e agora precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados. 

"Espero que seja esperto para ajudar. Se fosse para atrapalhar, não seria indicado", afirmou Lula. O presidente eleito indicou que o perfil do ministro do Planejamento, que será recriado no futuro governo, será de alguém "bastante afinado" com Haddad, e  apto para cuidar do orçamento. "É preciso que trabalhem juntos, que pensem juntos, para que não haja muita divergência entre os ministério."

Ex-ministro da Educação em governos petistas e ex-prefeito de São Paulo, Haddad é advogado de formação, tem mestrado em Economia e é doutor em Filosofia. Em 2018, ele concorreu à presidência da República na coligação encabeçada pelo PT -- concorrendo com o presidente Jair Bolsonaro, que acabou eleito --, após Lula ter a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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