Eleições

Medo de cortes pesa contra Flávio, diz diretor da Quaest

Última pesquisa registrou que a rejeição ao retorno da família Bolsonaro acontece principalmente entre os beneficiários de programas sociais

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Maria Fernanda Barros
Flávio Bolsonaro em ato na avenida Paulista | Reprodução

Flávio Bolsonaro em ato na avenida Paulista | Reprodução

O medo da perda dos benefícios sociais, como o Bolsa Família, cresceu entre os eleitores, o que aumentou também a rejeição à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), explica Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest. A pesquisa divulgada nesta quarta (21) mostrou que 44% dos entrevistados temem uma eventual volta do bolsonarismo ao poder, contra 42% que se sentem amedrontados pela reeleição do presidente Lula (PT).

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A proposta polêmica de Daniella Marques, coordenadora do projeto econômico do candidato do PL, que prevê uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família, teria sido uma das razões para o aumento de sua rejeição principalmente entre os usuários do programa, aponta Russo.

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Somado a isso, a mudança na estratégia da campanha do presidente Lula após a derrota no primeiro turno teria também sido essencial para a queda de popularidade do senador, diz Russo.

"A tentativa de criar uma perspectiva de medo em relação ao Flávio ficou muito forte. Esse medo é muito importante numa eleição em que as emoções, especialmente por conta dessa polarização, são o que faz o eleitor tomar a decisão de ir votar".

Apesar da tendência mais positiva para Lula, o diretor da Quaest ressalta que a maior rejeição de Flávio Bolsonaro não significa necessariamente que os votos iriam para o petista. Na verdade, Russo explica que o maior destaque da pesquisa é o crescimento do número de indecisos na pesquisa espontânea.

Diante da campanha negativa feita por ambas as partes, com ataques a familiares e menções a casos de corrupção, a indecisão aumenta. "O eleitor mais indeciso na pergunta espontânea eventualmente pode não ir votar. As pessoas não sabem mais o que fazer", ressalta. Apesar disso, Russo diz que a expectativa do instituto é que a abstenção eleitoral diminua neste segundo turno.

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