Eleições

Lula diz preferir debate apenas entre 2 candidatos

Presidente afirmou que formato do segundo turno garante uma disputa “verdadeira” e evita "pegadinha" e "piada"

Avatar de Jessica Cardoso
Jessica Cardoso
Lula em entrevista para o podcast Flow | Reprodução

Lula em entrevista para o podcast Flow | Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (1º) que prefere o formato de debate realizado no segundo turno, quando apenas dois candidatos participam. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast.

“Debate bom é o do segundo turno, que é o candidato tête-à-tête, cada um falando contra o outro”, afirmou.

Segundo Lula, esse modelo proporciona uma disputa entre candidatos em condições semelhantes. Um ala do Partido dos Trabalhadores sempre defendeu que o candidato participasse apenas de debates televisivos antes do segundo turno das eleições.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
“E aí a disputa é verdadeira, porque não dá para brincar. Eu não estou fazendo pegadinha. Não estou fazendo piadinha”, disse o presidente.

A avaliação no entorno de Lula é de que a participação do presidente no debate eleitoral da TV Globo - que acabou cancelado nesta quinta-feira (1º) - envolveria exposição, risco de disseminação de informações falsas e pouco tempo de fala para apresentar propostas a poucos dias da votação.

A leitura é de que o debate dificilmente provocaria mudanças significativas nas intenções de voto nesta altura da campanha.

Debate cancelado

Nesta quinta-feira (1º), decisões da Justiça e a desistência de Flávio Bolsonaro de participar, de última hora, do confronto entre os presidenciáveis na TV fizeram a Globo decidir pelo cancelamento do debate presidencial.

Antes da decisão, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu liminarmente a regra que previa a manutenção de uma cadeira vazia, identificada com o nome do presidente Lula no debate desta quinta. Para a magistrada, a medida poderia criar desequilíbrio entre as candidaturas e produzir efeitos que extrapolariam a simples informação sobre a ausência.

Horas antes, o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia determinado que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no encontro. O ministro estabeleceu que o candidato ocupasse a vaga aberta após a desistência de Lula.

Últimas notícias