Eleições

Direita articula para travar PEC 6x1

Aliados de Flávio Bolsonaro tentam obstruir sessões no Senado para impedir avanço da proposta, aprovada por ampla maioria na Câmara

Avatar de Túlio Amâncio
Túlio Amâncio
Protesto pelo fim da escala de trabalho 6x1 | Tomaz Silva/Agência Brasil

Protesto pelo fim da escala de trabalho 6x1 | Tomaz Silva/Agência Brasil

A direita se articula no Senado para tentar travar o avanço da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

A estratégia inclui tentar obstruir e esvaziar as sessões destinadas à discussão da proposta, dificultando o cumprimento do calendário necessário para levar o texto à votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu, até agora, manter os debates previstos.

🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

A movimentação ganhou força após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado das urnas também ampliou a força da direita no Senado e tornou mais difícil para o governo reunir os 49 votos necessários para aprovar uma PEC.

Nesta terça-feira (6), Flávio classificou como “oportunista” a defesa do fim da escala 6x1 durante o segundo turno. Segundo ele, Lula tenta explorar eleitoralmente uma pauta que não levou adiante anteriormente. Flávio defendeu como alternativa um modelo em que o trabalhador possa definir sua carga horária e seja remunerado proporcionalmente pelas horas trabalhadas.

A resistência no Senado contrasta com o placar registrado na Câmara. Em maio, a PEC foi aprovada com ampla maioria nos dois turnos: 472 votos a 22 no primeiro e 461 a 19 no segundo.

O texto aprovado estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e prevê uma transição até que a jornada máxima chegue a 40 horas semanais. Se o Senado aprovar a proposta sem mudanças, a PEC poderá ser promulgada. Caso seja alterada, terá de voltar para análise da Câmara.

Últimas notícias