Economia

Após cota de carne, exportações para a China caem 7,6%

Em setembro, as vendas de carne bovina caíram 93,5% para o país asiático

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Artur Maldaner
Foto: Thomas Ruecker/Getty Images

Foto: Thomas Ruecker/Getty Images

As exportações brasileiras à China diminuíram 7,6% em setembro de 2026, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No período, as vendas ao país asiático somaram US$ 7,89 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgados nesta terça-feira (6).

O resultado foi impulsionado pelas exportações de carne bovina, que caíram em 93,5% em setembro, mês em que o Brasil atingiu a cota anual de 1,1 milhão de toneladas em exportações do produto.

Desde então, a China começou a cobrar uma tarifa adicional de 55% das remessas de carne bovina do Brasil. Os resultados da medida completos deverão ser refletidos na próxima divulgação dos dados da Balança Comercial Mensal.

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Na análise do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, é possível que os dados de setembro já reflitam a aplicação da tarifa, apesar do preenchimento da cota ter sido comunicado apenas em 30 de setembro.

“A cota foi comunicada agora, mas é possível que ela tenha sido atingida antes dessa comunicação. Então, como o tempo de transporte é de 20 a 30 dias para chegar lá, se os exportadores embarcarem aqui com a cota já preenchida, essa mercadoria ia chegar lá e ser tarifada. Então essa desaceleração já foi sentida em agosto por conta do tempo de transporte e a expectativa de que a cota já havia sido preenchida”, explica.

As importações de produtos chineses, por sua vez, tiveram um crescimento de 12,6% em setembro, totalizando US$ 7,06 bilhões. Ainda assim, a balança comercial entre os países teve um superávit de US$ 0,83 bilhões para o Brasil.

Além da carne bovina, houve queda em setembro nas exportações de minério de ferros seus concentrados (-22,20%), soja (-11,56%), milho não moído (-60,96%) e os elementos químicos inorgânicos, óxidos e sais de halogêneos (-92,12%).

No entanto, o saldo anual de exportações para a China ainda é positivo, mostrando um crescimento de 12% entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em valores foram totalizados US$ 84,68 bilhões.

Nos primeiros nove meses de 2026, as importações brasileiras da China também cresceram 9,9%, totalizando US$ 58,62 bilhões. Consequentemente, a balança comercial entre os países mostrou um superávit de US$ 26,05 bilhões para o Brasil.

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