Cortez: Flávio tem 'potencial destrutivo' maior que o pai
Deputado eleito por SP também defendeu mudanças na estratégia para o segundo turno e comentou críticas à participação de Janja na campanha de Lula
SBT News, Nathalia Fruet, Eduardo Gayer
Guilherme Cortez (PSOL), deputado federal eleito por São Paulo | Distribuição/Alesp
O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) afirmou nesta sexta-feira (9), em entrevista ao SBT News, que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tem um "potencial destrutivo" maior do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu ao comentar a estratégia da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conquistar votos no segundo turno.
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Segundo Cortez, uma das prioridades é mobilizar os cerca de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, especialmente aqueles que apoiaram Lula em 2022.
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O parlamentar disse que a campanha pretende convencer esses eleitores a participar da votação de 25 de outubro.
“Uma tarefa da campanha é construir no segundo turno as condições para motivar esse eleitor que esteve com a gente em 2022, que certamente é contra a eleição do Flávio Bolsonaro, porque se votou contra o pai quatro anos atrás, não tem motivo para votar a favor do filho”, declarou.
Na sequência, Cortez avaliou que Flávio representaria um risco ainda maior do que Jair Bolsonaro.
“O filho, se eleito agora, tem um potencial destrutivo ainda maior do que o pai teve, porque vai ter maioria no Senado, porque vai poder indicar a maior parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Cortez, de 28 anos, foi eleito deputado federal por São Paulo com 275.450 votos. Ele integra o grupo de parlamentares convocados para reforçar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, especialmente nas redes sociais.
Mudanças para o segundo turno
Cortez afirmou que a campanha de Lula passou por uma mudança de estratégia após o resultado do primeiro turno, com maior participação de parlamentares jovens e reforço da comunicação digital. Na quarta-feira (7), Lula se reuniu com políticos jovens atuantes nas redes sociais, eleitos no primeiro turno, para traçar novas estratégias de campanha. Cortez vê resultados positivos após encontro com petista.
“Eu acho que, a partir da quarta-feira, a gente mudou o ânimo da nossa campanha. A gente superou um sentimento pessimista que acometeu parte da militância”, declarou.
O deputado reconheceu que a esquerda entrou em desvantagem na disputa pelas redes sociais, mas avaliou que a campanha já apresenta sinais de recuperação.
“Embora a esquerda tenha chegado atrasada na disputa da rede, eu acho que se qualificou muito”, afirmou.
Segundo Cortez, a nova estratégia também busca ampliar a mobilização nas ruas e apresentar propostas relacionadas ao custo de vida, ao fim da escala 6x1 e às condições de trabalho.
“Há um consenso por parte da campanha depois dessa reunião de que apenas a enumeração dos acertos do nosso governo não é suficiente pra gente ganhar a eleição”, concluiu.
Participação de Janja na campanha
O deputado também comentou as críticas à participação da primeira-dama Janja da Silva na campanha de Lula.
Questionado sobre o assunto, Cortez evitou defender uma redução da participação da primeira-dama.
“Eu acho que ela tem todo o direito como cidadã de contribuir, tem toda a capacidade de fazer isso”, afirmou.
Para o parlamentar, o mais importante é ampliar a coordenação da campanha e abrir espaço para novas lideranças.
“Não precisamos tirar ninguém das contribuições que tem para dar, mas a gente precisa ampliar esse canal, ampliar essa coordenação, compartilhar experiência e capacidades”, disse.
Cortez: Flávio tem 'potencial destrutivo' maior que o paiDeputado eleito por SP também defendeu mudanças na estratégia para o segundo turno e comentou críticas à participação de Janja na campanha de Lula
Eleições2026-10-09T14:49:19.444ZO deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) afirmou nesta sexta-feira (9), em entrevista ao SBT News, que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tem um "potencial destrutivo" maior do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu ao comentar a estratégia da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conquistar votos no segundo turno. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Segundo Cortez, uma das prioridades é mobilizar os cerca de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, especialmente aqueles que apoiaram Lula em 2022. “Muitas pessoas que votaram na gente em 2022 e que não teriam motivo para votar no Flávio Bolsonaro, não foram votar nesse primeiro turno”, afirmou. O parlamentar disse que a campanha pretende convencer esses eleitores a participar da votação de 25 de outubro. “Uma tarefa da campanha é construir no segundo turno as condições para motivar esse eleitor que esteve com a gente em 2022, que certamente é contra a eleição do Flávio Bolsonaro, porque se votou contra o pai quatro anos atrás, não tem motivo para votar a favor do filho”, declarou. Na sequência, Cortez avaliou que Flávio representaria um risco ainda maior do que Jair Bolsonaro. “O filho, se eleito agora, tem um potencial destrutivo ainda maior do que o pai teve, porque vai ter maioria no Senado, porque vai poder indicar a maior parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou. Cortez, de 28 anos, foi eleito deputado federal por São Paulo com 275.450 votos. Ele integra o grupo de parlamentares convocados para reforçar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, especialmente nas redes sociais. Mudanças para o segundo turno Cortez afirmou que a campanha de Lula passou por uma mudança de estratégia após o resultado do primeiro turno, com maior participação de parlamentares jovens e reforço da comunicação digital. Na quarta-feira (7), Lula se reuniu com políticos jovens atuantes nas redes sociais, eleitos no primeiro turno, para traçar novas estratégias de campanha. Cortez vê resultados positivos após encontro com petista. “Eu acho que, a partir da quarta-feira, a gente mudou o ânimo da nossa campanha. A gente superou um sentimento pessimista que acometeu parte da militância”, declarou. O deputado reconheceu que a esquerda entrou em desvantagem na disputa pelas redes sociais, mas avaliou que a campanha já apresenta sinais de recuperação. “Embora a esquerda tenha chegado atrasada na disputa da rede, eu acho que se qualificou muito”, afirmou. Segundo Cortez, a nova estratégia também busca ampliar a mobilização nas ruas e apresentar propostas relacionadas ao custo de vida, ao fim da escala 6x1 e às condições de trabalho. “Há um consenso por parte da campanha depois dessa reunião de que apenas a enumeração dos acertos do nosso governo não é suficiente pra gente ganhar a eleição”, concluiu. Participação de Janja na campanha O deputado também comentou as críticas à participação da primeira-dama Janja da Silva na campanha de Lula. Reuniões do presidente com aliados para avaliar os erros do primeiro turno têm apontado uma exposição excessiva de Janja e pouco destaque ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Questionado sobre o assunto, Cortez evitou defender uma redução da participação da primeira-dama. “Eu acho que ela tem todo o direito como cidadã de contribuir, tem toda a capacidade de fazer isso”, afirmou. Para o parlamentar, o mais importante é ampliar a coordenação da campanha e abrir espaço para novas lideranças. “Não precisamos tirar ninguém das contribuições que tem para dar, mas a gente precisa ampliar esse canal, ampliar essa coordenação, compartilhar experiência e capacidades”, disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/cortez-flavio-tem-potencial-destrutivo-maior-que-o-pai