Aliados de Flávio pedem "mais Marinho e menos Marçal"
Treinamento de candidato com influenciador Pablo Marçal para o debate do último domingo (18) gerou controvérsia interna na campanha
Valentina Moreira
Flávio Bolsonaro no debate da Band TV | Reprodução/Band TV
O desempenho de Flávio Bolsonaro no debate da Band deste domingo (18) divide opiniões na campanha do candidato do PL. De um lado, integrantes da equipe do senador celebraram a capacidade dele de ter “tirado o presidente Lula do sério” e consideram que ele saiu vitorioso do evento. Faz parte desse grupo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que parabenizou o desempenho do aliado logo após o evento.
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A postura de Flávio foi associada ao estilo do empresário Pablo Marçal, que estava na arquibancada e deu um treinamento ao presidenciável horas antes do debate. Um dos paralelos traçados foi a técnica do senador de explorar a linguagem não verbal, posicionando-se atrás de Lula enquanto ele falava para fazer negativas com a cabeça.
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O elogio à influência de Marçal, contudo, não é unanimidade. Internamente, há quem avalie que Flávio deixou de apresentar números e de explicar as suas propostas como deveria, o que pode ter contribuído para a visão de que ele adotou uma postura agressiva, afastando-o dos eleitores mais indecisos.
A leitura é de que a estratégia de Marçal precisa ser recalibrada até sexta-feira (23), para que Flávio se aproxime do tom mais técnico adotado por seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL) — no estilo do pedido de “mais Alckmin, menos Janja” feito pela ex-senadora Kátia Abreu sobre a campanha do presidente Lula.
A uma semana do segundo turno, a campanha de Flávio enfrenta a redução progressiva do espírito de “já venceu” do pós-primeiro turno. Trackings internos mostram que Flávio não está com a vitória tão garantida como nas primeiras semanas de outubro e que, mesmo sendo favorito, uma eventual vitória deve acontecer em um cenário bastante acirrado.
Por isso, há consenso de que Flávio não pode errar. Ele deve continuar longe das coletivas de imprensa, que poderiam colocá-lo em assuntos mais espinhosos, e apostar nas agendas de rua organizadas por “aliados de peso", como Nikolas Ferreira e André Fernandes.
O debate de sexta-feira também entra neste cálculo: o candidato separou dois dias na agenda para focar em treinar para o evento. Marinho, que estava na arquibancada no domingo, estará presente e participa da preparação, assim como o marqueteiro Duda Lima. A repetição da ajuda de Marçal ainda não está confirmada.
Aliados de Flávio pedem "mais Marinho e menos Marçal"Treinamento de candidato com influenciador Pablo Marçal para o debate do último domingo (18) gerou controvérsia interna na campanhaEleições2026-10-19T21:14:12.138ZO desempenho de Flávio Bolsonaro no debate da Band deste domingo (18) divide opiniões na campanha do candidato do PL. De um lado, integrantes da equipe do senador celebraram a capacidade dele de ter “tirado o presidente Lula do sério” e consideram que ele saiu vitorioso do evento. Faz parte desse grupo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que parabenizou o desempenho do aliado logo após o evento. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique A postura de Flávio foi associada ao estilo do empresário Pablo Marçal, que estava na arquibancada e deu um treinamento ao presidenciável horas antes do debate. Um dos paralelos traçados foi a técnica do senador de explorar a linguagem não verbal, posicionando-se atrás de Lula enquanto ele falava para fazer negativas com a cabeça. O elogio à influência de Marçal, contudo, não é unanimidade. Internamente, há quem avalie que Flávio deixou de apresentar números e de explicar as suas propostas como deveria, o que pode ter contribuído para a visão de que ele adotou uma postura agressiva, afastando-o dos eleitores mais indecisos. A leitura é de que a estratégia de Marçal precisa ser recalibrada até sexta-feira (23), para que Flávio se aproxime do tom mais técnico adotado por seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL) — no estilo do pedido de “mais Alckmin, menos Janja” feito pela ex-senadora Kátia Abreu sobre a campanha do presidente Lula. A uma semana do segundo turno, a campanha de Flávio enfrenta a redução progressiva do espírito de “já venceu” do pós-primeiro turno. Trackings internos mostram que Flávio não está com a vitória tão garantida como nas primeiras semanas de outubro e que, mesmo sendo favorito, uma eventual vitória deve acontecer em um cenário bastante acirrado. Por isso, há consenso de que Flávio não pode errar. Ele deve continuar longe das coletivas de imprensa, que poderiam colocá-lo em assuntos mais espinhosos, e apostar nas agendas de rua organizadas por “aliados de peso", como Nikolas Ferreira e André Fernandes. O debate de sexta-feira também entra neste cálculo: o candidato separou dois dias na agenda para focar em treinar para o evento. Marinho, que estava na arquibancada no domingo, estará presente e participa da preparação, assim como o marqueteiro Duda Lima. A repetição da ajuda de Marçal ainda não está confirmada.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/aliados-de-flavio-pedem-mais-marinho-e-menos-marcal
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